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Enfermeiro mata namorada médica por lhe passar coronavírus

2 de abril de 2020 at 15:25

Com informações do Metrópoles

Reprodução/Facebook

Uma médica italiana, identificada como Lorena Quaranta, de 27 anos, foi brutalmente assassinada pelo próprio namorado, o enfermeiro Antonio De Pase, de 28 anos, após ser acusada de transmitir a Covid-19 ao parceiro. Os dois trabalhavam em um hospital voltado para o tratamento de pessoas com coronavírus, na Itália. 

O suspeito confessou o crime e afirmou que matou a jovem após a mesma ter supostamente o contaminado com o vírus. Ele foi preso na última terça-feira (31). 

Após cometer o crime, ele ligou para a delegacia de Messina e relatou a morte da médica. Em seguida, o enfermeiro tentou suicídio, mas a equipe policial chegou a tempo de impedir a ação do suspeito. 

Covid-19: Itália tem menor número de mortos em 6 dias

As autoridades locais estão investigando a motivação do crime, já que os testes realizados nele e na namorada não deram positivo para a doença. 

Receio de abrir brecha para impeachment motivou resistência a projeto do auxílio de R$ 600

2 de abril de 2020 at 07:49
TOPO

Por Cristiana Lôbo

Jornalista, acompanha de perto os bastidores do governo e a política brasileira. Comentarista do ‘Jornal das Dez’, da GloboNews

A resistência de técnicos da área econômica em concordar com os termos do projeto de lei que destina R$ 600 aos trabalhadores informais – por temor de infração à legislação – desencadeou preocupação também entre os conselheiros políticos do presidente Jair Bolsonaro.

A preocupação é a de que o gasto sem receita específica – com o objetivo de compensar a perda de renda dos trabalhadores durante a crise do coronavírus – possa, em algum momento, ser entendido como uma “pedalada fiscal“, motivo que serviu de base do impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

O temor da equipe de Bolsonaro é abrir uma brecha para eventual discussão de impeachment. Essa foi a razão da demora do presidente em sancionar o projeto aprovado pelo Congresso e editar uma medida provisória sobre o mesmo assunto.

“Hoje, todo mundo vê a situação de calamidade. Mas, daqui a quatro anos, um outro governo instalado poderá perseguir os técnicos que assinaram a justificativa da medida provisória”, explicou uma fonte da área econômica.

O primeiro e mais importante passo, na avaliação do próprio governo, foi dado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, que autorizou a flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal para permitir ao governo levar adiante as ações de combate ao coronavírus.

O parecer do ministro tranquilizou a área jurídica do Planalto e também a da Fazenda porque deu a eles a garantia de que não estariam infringindo a legislação.

Mas os técnicos da área econômica ainda resistiam, observando que a chamada “regra de ouro”, que veda o financiamento de gasto corrente com aumento de dívida, está prevista na Constituição. Então, só outra emenda constitucional poderia alterar o princípio.

Diante do impasse, os técnicos da Fazenda que também auxiliam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na elaboração da emenda constitucional que trata do chamado “orçamento de guerra” viram ali a solução para dar mais segurança a eles.

Helder esclarece primeira morte por Covid-19 no Pará e fala sobre reabertura de shoppings

2 de abril de 2020 at 05:54

ulyanne Forte

DOL

Reprodução/Twitter


Durante uma coletiva ao vivo, nesta quarta-feira (1º), o governador do Pará, Helder Barbalho, esclareceu questões sobre a primeira morte pelo novo coronavírus no estado. A vítima é uma idosa de 87 anos, que morreu na Vila Alter do Chão, em Santarém, oeste paraense.

• Pará tem a primeira morte por Covid-19

Segundo Helder, familiares da vítima disseram que ela não morreu por coronavírus, o que veio a confundir algumas pessoas. Porém, durante o ao vivo, o governador mostrou o laudo que constata a morte da idosa por insuficiência respiratória e bronquite pulmonar, além do resultado do teste que diagnosticou que a vítima estava com Covid-19.

O exame foi feito em um laboratório particular de Belo Horizonte (MG) e o resultado só foi comunicado à Secretaria Municipal de Saúde de Santarém após o óbito da idosa, que ocorreu no dia 19 de março. Apenas no dia 25 de março, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) foi informada, conduziu inquérito epidemiológico e validou o óbito pelo novo coronavírus.

Helder esclareceu que a identidade dos pacientes diagnosticados com Covid-19 no estado foram e continuam sendo preservadas, e que o nome da idosa foi divulgado por familiares. Além disso, o governador diz ainda que se sentiu obrigado a mostrar documentos para desmentir boatos e manter a transparência do governo do estado. “Eu sempre vou agir com transparência, seja para dar uma boa notícia, seja para dar uma notícia triste”, disse Helder.

• Todos os casos: linha do tempo mostra perfil dos infectados por coronavírus no Pará em março

ISOLAMENTO

O governador reforçou o pedido de isolamento horizontal, ou seja, para todas as pessoas que puderem ficar em casa. Ele disse também que apesar do Pará ser o estado com menor incidência de Covid-19 no Brasil, o número de casos confirmados segue aumentando. “Isolar apenas idosos não é o suficiente. Todas as pessoas devem manter o isolamento”, reforçou Alberto Beltrame, secretário de Saúde do estado do Pará, que também estava na coletiva.

Helder também exemplificou que não adianta manter apenas os idosos, que fazem parte do grupo de risco, em isolamento. Pois, se eles tem contato com uma pessoa jovem, um sobrinho, um filho, que continua saindo, poderão ser contaminados. Além disso, o governador reforçou que pessoas jovens não estão imunes ao Covid-19 por não pertencerem ao grupo de risco e citou o exemplo de São Paulo, que tem em sua maioria contaminados com idades entre 30 e 39 anos.

FROTA DE ÔNIBUS

O governador criticou municípios que estão diminuindo a frota de ônibus devido ao isolamento e diz que as pessoas que precisam sair de casa estão sendo prejudicadas. Além de citar as aglomerações que são formadas dentro dos coletivos, o que facilita a contaminação pelo novo coronavírus.

Helder informou também que o hospital de campanha de Belém já está em construção e que os outros três aguardam a chegada do material para serem construídos. Além disso, o governador afirmou que o estado possui um estoque de 800 tratamentos compostos de hidroxicloroquina e azitromicina, para possíveis casos de coronavírus em estado grave. Até o momento nenhum foi utilizado e todos os pacientes confirmados estão se recuperando em isolamento domiciliar. 

Ministro Marco Aurélio manda analisar pedido de afastamento contra Bolsonaro

31 de março de 2020 at 01:08

Com informações do UOL

 Isac Nóbrega/PR

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello mandou a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar pedido de afastamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A informação foi confirmada pelo UOL no final da noite desta segunda (31)

Segundo o site, Marco Aurélio encaminhou a notícia crime protocolada pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), devido ao “histórico das reiteradas e irresponsáveis declarações” feitas por Bolsonaro, ignorando a gravidade da pandemia do coronavírus.

O pedido é de que o STF acate a notícia crime e intime a PGR a apresentar denúncia contra o presidente devido conduta considerada “irresponsável e tenebrosa e criminosa” pelo crime previsto no artigo 268 do Código Penal Brasileiro.

O artigo 268 do Código Penal trata de “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa” e prevê detenção de um mês a um ano, além de multa.

‘De saco cheio’: Bolsonaro estuda demitir Mandetta e já escolheu até o substituto

30 de março de 2020 at 12:34

Com informações do UOL

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, está na mira de Bolsonaro.

 Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, está na mira de Bolsonaro. | Reprodução

De saco cheio de Mandetta”. É o que o presidente Jair Bolsonaro tem dito aos seus auxiliares mais próximos sobre o ministro da Saúde. As informações são do UOL. 

Segundo o UOL, Luiz Henrique Mandetta só ainda não foi demitido até agora para evitar agudizar a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. 

O presidente também teme que a demissão de Mandetta se transborde num rompimento definitivo com parte do empresariado que o apoiou nas eleições de 2018 e a parcela da opinião pública que representa. 

No entanto, Bolsonaro já até teria escolhido um sucessor para o lugar de Mandetta. Trata-se do presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, que é médico da Marinha.

Mandetta tem dito que não abandonará “critérios técnicos” no estabelecimento, pelo Ministério da Saúde, de regras para o combate e a prevenção do coronavírus.

Segundo o jornal o Estado de S.Paulo, o ministro já deixou claro ao presidente que não pedirá demissão.

A irritação de Bolsonaro se estende também ao partido de Mandetta, o DEM, que tem outros dois ministros no governo, Tereza Cristina (Agricultura) e Onyx Lorenzoni (Cidadania), difíceis de serem demitidos.

Onyx, porque é amigo pessoal do presidente e um dos primeiros políticos a apoiar a candidatura de Bolsonaro ao Planalto e Tereza Cristina, porque tem amplo apoio dos ruralistas, base eleitoral do presidente, e faz um trabalho que o próprio Bolsonaro classifica como “de primeira qualidade”. 

Estados Unidos podem ter 200 mil mortos por coronavírus

30 de março de 2020 at 08:31

Agência Brasil

 Reprodução

As mortes por coronavírus nos Estados Unidos podem chegar a duzentas mil com milhões de casos, alertou o principal especialista em doenças infecciosas do governo neste domingo (29) , quando Nova York, Nova Orleans e outras grandes cidades pediram mais suprimentos médicos.

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, estimou que a pandemia poderia causar entre 100 mil e 200 mil mortes nos Estados Unidos.

Desde 2010, a gripe mata entre 12 mil e 61 mil norte-americanos por ano, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

A epidemia de gripe de 1918/19 matou 675 mil nos Estados Unidos, segundo o CDC.

Agora, o número de mortes por coronavírus nos EUA chegou a 2.300 neste domingo, depois que as mortes no sábado mais que dobraram em relação ao nível de dois dias antes. 

Os Estados Unidos já registraram mais de 130 mil casos de covid-19, tornando-se o país com mais casos da doença no mundo.

Pandemia fica sem controle e Amazonas já possui 111 casos confirmados de coronavírus

29 de março de 2020 at 09:19

Com informações do portal D24am

 Reprodução

O Amazonas já totaliza 111 casos confirmados pelo novo coronavírus (Covid-19), segundo os dados atualizados pela Fundação em Vigilância de Saúde do Estado (FVS-AM), na tarde do último sábado (28), durante coletiva on-line. Os dados foram repassados pela diretora presidente do órgão, Rosemary Pinto.

Entre esta sexta-feira (27) e sábado, 31 novos casos foram registrados. Dos 111 casos, 105 são de Manaus, dois de Parintins (sendo um óbito), dois em Manacapuru, um em Boca do Acre e um em Santo Antônio do Içá. Seis profissionais de saúde estão entre os casos confirmados.

A presidente da FVS-AM disse, ainda, que o Amazonas passou para o estágio de transmissão comunitária, onde não é mais possível detectar a origem da contaminação e reforçou o isolamento social na capital e no interior do Estado.

“Aumenta a nossa responsabilidade em permanecermos em casa. Precisamos evitar a circulação e aglomeração de pessoas nas nossas cidades, para que não tenhamos muitos casos simultâneos e isso cause uma superlotação nos hospitais. Insistimos na necessidade em permanecer em casa, maiores de 60 anos e que estejam no quadro de risco”, pontuou.

Rosemary também informou que ainda não há registros de profissionais da saúde, que contraíram o vírus devido ao exercício da função. Todos os que foram testados como positivos adquiriram o Covid-19 em viagens para o exterior e para outros estados do País.

Remo pretende ir à justiça caso Parazão seja encerrado e Paysandu declarado campeão

29 de março de 2020 at 09:14

Diário Online

Fábio Bentes ao lado do advogado do clube, Pietro Alves.

Fábio Bentes ao lado do advogado do clube, Pietro Alves. | Arquivo/ Diário do Pará

A pandemia do coronavírus assusta o mundo todo e deixa uma lacuna em campeonatos e competições esportivas. O futebol paraense, não muito diferente de todo o resto, está paralisado por tempo indeterminado. Neste universo de dúvidas e incertezas especula-se o cancelamento do Campeonato Paraense 2020, o que vem gerando conflitos de pensamentos entre as duas maiores agremiações estaduais. 

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Não se sabe o que virá pela frente. O Parazão foi paralisado na oitava rodada, com o Paysandu na liderança somando 19 pontos e o Remo em segundo lugar com 17. Especula-se o encerramento da competição, o que daria ao Papão o título de campeão. Mas, o burburinho não soou bem pelas bandas de Antônio Baena.  

O presidente do Remo, Fábio Bentes, disse ao DOL que até o momento a discussão sobre o assunto não se iniciou, e caso venha a se concretizar, medidas serão tomadas por parte da diretoria azulina. 

“Eu não vejo hoje um amparo legal de encerrar (Parazão) e declarar um campeão. Não há no regulamento qualquer previsão neste sentido. Se qualquer movimento nesse rumo fosse tomado, o Remo tomaria as providencias jurídicas, tanto na justiça desportiva quanto, se necessário, na justiça comum”, disse Bentes.

O mandatário azulino acrescenta ainda que não há conversas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre o assunto. “A CBF já disse, inclusive, que os Estaduais estão prestigiados e que ela (CBF) pretende terminar os estaduais. Não há nenhum movimento ou discussão nesse sentido na lá, deste encerramento antes da hora. Existem apenas alguns estados discutindo isso, mas aqui ainda não iniciou”, finalizou.

Preocupado com a situação financeira do clube, o presidente bicolor, Ricardo Gluck Paul acredita que não há uma outra solução a não ser encerrar os campeonatos estaduais, já que não há uma possível data de retomada. Sendo assim, o Paysandu seria o campeão deste ano.

Organizadores de carreata contrariam decreto estadual e são indiciados

29 de março de 2020 at 08:50

Agência Pará

Delegado-geral, Alberto Teixeira

Delegado-geral, Alberto Teixeira | Polícia Civil/Ascom

A Polícia Civil do Pará intimou, na manhã deste sábado (28), dois organizadores de uma carreata que seria realizada neste domingo (29), contrariando o decreto estadual que proíbe aglomerações em razão da quarentena de combate ao coronavírus. Ivan Thiago Serra Duarte e Francisco de Assis Costa prestaram depoimento e assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) no qual se comprometeram a não incorrer novamente nos crimes de Desobediência e Infração de Medida Sanitária Preventiva. 

“Estamos trabalhando para identificar e indiciar todos os envolvidos na organização deste evento que vai de encontro com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde referentes às ações de isolamento para evitar a proliferação do novo coronavírus. Se o evento ocorrer, iremos identificar os participantes e indiciá-los na forma da Lei”, explicou o delegado-geral Alberto Teixeira. 

A medida adotada em todo o Estado visa combater a proliferação do coronavirus e dar cumprimento à Portaria 121/2020, da Diretoria de Polícia Administrativa (DPA) publicada no boletim interno da instituição, em cumprimento ao decreto estadual publicado no DOE 340.160, de 27 de março de 2020, o qual determina a suspensão do licenciamento e/ou autorização para eventos, reuniões, manifestações, carreatas, passeatas, de caráter público ou privado e de qualquer espécie.

A Portaria também suspende o licenciamento de trios elétricos, minitrios e carretinhas para participarem desses eventos e determina a fiscalização diária para o devido cumprimento

Polícia Civil do Pará intimou, na manhã deste sábado (28), dois organizadores de uma carreata que seria realizada neste domingo (29), contrariando o decreto estadual que proíbe aglomerações em razão da quarentena de combate ao coronavírus. Ivan Thiago Serra Duarte e Francisco de Assis Costa prestaram depoimento e assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) no qual se comprometeram a não incorrer novamente nos crimes de Desobediência e Infração de Medida Sanitária Preventiva. 

“Estamos trabalhando para identificar e indiciar todos os envolvidos na organização deste evento que vai de encontro com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde referentes às ações de isolamento para evitar a proliferação do novo coronavírus. Se o evento ocorrer, iremos identificar os participantes e indiciá-los na forma da Lei”, explicou o delegado-geral Alberto Teixeira. 

A medida adotada em todo o Estado visa combater a proliferação do coronavirus e dar cumprimento à Portaria 121/2020, da Diretoria de Polícia Administrativa (DPA) publicada no boletim interno da instituição, em cumprimento ao decreto estadual publicado no DOE 340.160, de 27 de março de 2020, o qual determina a suspensão do licenciamento e/ou autorização para eventos, reuniões, manifestações, carreatas, passeatas, de caráter público ou privado e de qualquer espécie.

A Portaria também suspende o licenciamento de trios elétricos, minitrios e carretinhas para participarem desses eventos e determina a fiscalização diária para o devido

da presente determinação, a cargo da DPA, com apoio das Diretorias Operacionais.

A Polícia Civil ressalta que, até o momento, não houve nenhum pedido para a realização deste evento. E se caso seja oficializado, será indeferido já que também não há autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade e nem da Superintendência de Mobilidade Urbana de Belém (SeMOB).

As pessoas que estiverem em desacordo com o decreto estadual poderão responder pelos crimes de associação criminosa, desobediência e infração de medida sanitária preventiva. 

Estrutura

A Seccional da Cremação será a base exclusiva para possíveis apresentações que possam ocorrer se o evento for realizado. Os policiais da Diretoria de Polícia Metropolitana (DPM) estarão concentrados na unidade policial. A força-tarefa contará com três delegados, quatro escrivães e terá o reforço de oito componentes da Coordenadoria de Recursos e Operações Especiais (CORE).

A Diretoria de Polícia do Interior (DPI) também adotará as mesmas providências, com equipes reforçadas e de prontidão nas unidades operacionais do interior do estado. Uma equipe da DPA estará a postos e contará com o apoio de um perito policial munido de decibelímetro. 

Maia diz que ajuda do governo para empresas pagarem salários é ‘tímida’ e ‘não vai resolver nada’

27 de março de 2020 at 16:52

Nesta sexta, governo anunciou crédito de R$ 40 bilhões, em dois meses, para ajudar empresários a honrar folhas de pagamento em meio à pandemia do coronavírus.

Por Fernanda Calgaro, G1 — Brasília

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira (27) que a linha de crédito emergencial anunciada pelo governo para pequenas e médias empresas pagarem os salários por dois meses “não é ruim”, mas é “tímida” e “não vai resolver nada”. Segundo Maia, ainda faltam medidas voltadas para outros setores da sociedade.

O programa de crédito, divulgado mais cedo pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, vai disponibilizar no máximo R$ 20 bilhões por mês, num período de dois meses.

O objetivo é aliviar a pressão financeira sobre as empresas durante a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus.

“Acho que essa [decisão] do financiamento, que eu não acho ruim, porque, pela informação que eu tenho, a taxa de captação é a mesma do empréstimo. [Tem] uma carência, um prazo para pagar, [e] a garantia majoritária do governo, ainda é tímida – 20 bilhões por mês – não vai resolver nada”, afirmou Maia a um grupo de empresários do grupo Lide, em evento realizado por videoconferência.

Governo anuncia crédito emergencial a pequenas e médias empresas

A linha de crédito anunciada é voltada para empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões. Para Maia, o governo precisa pensar logo em medidas destinadas também a empresas que estão fora dessa faixa.

“Como é que faz com o resto? Porque tem empresas maiores, que também vão ter dificuldade. Tem microempresas que ficaram de fora”, afirmou.

Feito no Palácio do Planalto, o anúncio do pacote ocorre após o aumento da pressão sobre Bolsonaro para que adote medidas semelhantes às vistas em outros países para facilitar medidas como o isolamento recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reduzir o crescimento no número de doentes pela Covid-19.

Bolsonaro tem dado declarações diminuindo os riscos do coronavírus e defendendo a redução das restrições ao movimento de pessoas e a volta ao trabalho devido aos prejuízos econômicos das medidas de isolamento.

Exemplo de fora

Maia citou o exemplo de outros países que apresentaram políticas para todos os setores da sociedade.

“O que o governo deveria fazer é o que os outros países estão fazendo, a Grã-Bretanha virou completamente há 15 dias a sua política. […] Os americanos fechando agora um pacote no Congresso de 2 trilhões de dólares com políticas focadas em todos os segmentos, incluindo os mais vulneráveis, no pagamento de salário, na renda mínima, olhando os setores da economia, capital de giro, específico para o setor aéreo, [que] justamente foi primeiro a ser atingido”, afirmou.

Maia cobrou ações do governo que, na avaliação dele, são “simples” e “óbvias” e poderiam contribuir para dar mais tranquilidade à população – como a extensão do prazo para entrega do imposto de renda, previsto para ir até o fim de abril.

“O governo não conseguiu até hoje, pelo menos eu não li até hoje ainda, adiar a entrega do Imposto de Renda, que é uma coisa simples. Muitos já entregaram, não tem nenhum grande impacto porque as pessoas já tem suas documentações, mas é um gesto, é uma sinalização que passa tranquilidade pras pessoas”, afirmou.

Questionado pelos empresários sobre o que achava do afrouxamento das medidas de restrição à circulação de pessoas nas cidades, o presidente da Câmara ponderou que, para isso, são necessárias ações que garantam a integridade especialmente das pessoas que estão no grupo de risco, como os idosos.

“É claro que todos querem reduzir o isolamento, mas a gente não pode ter uma onda de abertura de isolamento que gere uma segunda onda de aprofundamento maior da crise econômica e também uma tragédia maior, principalmente na perda de vidas pelo colapso do sistema de saúde”, observou.

Ele afirmou ainda que outros países que afrouxaram o isolamento, depois, precisaram retomar a medida com resultados piores.

“A Itália fechou, liberou e a tragédia veio. Então, os exemplos que nós temos no mundo é que começar fechando, depois liberar, o impacto é pior”, disse.

“Então, eu acho que nesse momento de crise é ruim um poder atropelar o outro. Porque, como é o Poder Executivo que organiza, executa, se tentar atropelar é ruim. Agora, é fato, como eu disse aqui, [são] decisões simples, óbvias que o governo já deveria ter tomado”, acrescentou.

Na avaliação dele, se essas ações estivessem organizadas em um pacote único, seria mais fácil para dar previsibilidade ao país e aos setores da economia e, assim, evitar os conflitos entre setores que devem a manutenção do isolamento e aqueles que pedem o seu afrouxamento.

“Se estiver tudo organizado, num pacote só, eu tenho certeza que esses conflitos mais cedo mais tarde não existiriam. Porque todos estariam minimamente organizados”, afirmou.