Witzel diz que jamais manipulou delegado ou membro do MP e que nunca violou segredo de Justiça

30 de outubro de 2019 at 12:53

Por Fernanda Rouvenat, G1 Rio

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou, durante evento na manhã desta quarta-feira (30), que jamais violou segredos de Justiça durante sua vida profissional.

“Jamais vazei qualquer tipo de informação, seja como magistrado, seja como governador. Eu lamento que o presidente tenha, no momento, talvez, de descontrole emocional, no momento em que ele está numa viagem, não está, talvez, no seu estado normal, tenha feito acusações contra a minha atividade como governador. Não manipulo o Ministério Público, não manipulo a Polícia Civil, isso é absolutamente inadequado, contrário às instituições democráticas. A Polícia Civil, no meu governo, tem independência, o MP tem e sempre terá independência e, infelizmente, eu recebi com muita tristeza essas levianas acusações”, afirmou Witzel.

Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) acusou o govenador fluminense de tentar incriminá-lo no caso da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

“Deixar bem claro também: dia 9 de outubro, às 21h, eu estava no Clube Naval no Rio de Janeiro. Chegou o governador Witzel e chegou perto de mim e falou o seguinte: ‘o processo está no Supremo’. Eu falei: ‘que processo?’ ‘O processo da Marielle.’ ‘Que que eu tenho a ver com a Marielle?’ ‘O porteiro citou teu nome.’ Quer dizer: Witzel sabia do processo que estava em segredo de Justiça. Comentou comigo”, afirmou o presidente.

Bolsonaro diz ter sido avisado por Witzel sobre citação no caso Marielle

Bolsonaro diz ter sido avisado por Witzel sobre citação no caso Marielle

Maia diz que vídeo divulgado por Bolsonaro é ‘agressivo’ e gera ‘conflitos desnecessários’

30 de outubro de 2019 at 12:01

Por G1 — Brasília

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira (30) em entrevista ao programa “Em Ponto”, da GloboNews, que o vídeo divulgado em rede social do presidente da República, Jair Bolsonaro, é “agressivo” e gera “conflitos desnecessários”.

O vídeo compara Bolsonaro a um leão sendo perseguido por hienas com símbolos que representam instituições vistas como rivais. Por exemplo: partidos políticos (PT, PSDB, PDT, PSL), o Supremo Tribunal Federal (STF), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e veículos de imprensa. O vídeo foi publicado e apagado no mesmo dia.

“Eu acho que esses vídeos, eles apenas nos tiram do foco do que é principal e nos colocam numa agenda secundária, e geram conflitos desnecessários do Poder Executivo com o Supremo e também com os partidos políticos”, declarou o presidente da Câmara.

Rodrigo Maia disse, ainda, que esse tipo de vídeo divide mais o país e restringe a capacidade de diálogo do próprio presidente.

“Apenas dividem mais o Brasil, restringem inclusive a capacidade de diálogo do próprio presidente na hora que ele ataca de forma generalizada a todos nessa relação do bem contra o mal – ‘eu sou o bem e vocês são são o mal, vocês querem me atacar, eu quero fazer e vocês não querem me deixar’ – não é nada disso. Tanto o Congresso quanto o Supremo, principalmente os partidos políticos que hoje estão no Congresso Nacional, tem dado uma demonstração de responsabilidade, cada um com a sua agenda”, afirmou o presidente da Câmara.

Bolsonaro pede desculpas por vídeo publicado na conta dele nas redes sociais

Bolsonaro pede desculpas por vídeo publicado na conta dele nas redes sociais

Nesta terça-feira (29), durante viagem a Riade, na Arábia Saudita, Bolsonaro disse que foi um “erro” publicar o vídeo. O presidente pediu desculpas (veja no vídeo acima). “Me desculpo publicamente ao STF, a quem porventura ficou ofendido”, afirmou ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

O ministro mais antigo do STF, Celso de Mello, reagiu e divulgou nota sobre o vídeo. Para Mello, a postagem mostra que o “atrevimento presidencial parece não encontrar limites”.

Agenda da Câmara

Rodrigo Maia destacou a reforma tributária na agenda da Câmara. A proposta do governo deve ser enviada ao Congresso Nacional nas próximas semanas e, simultaneamente, a Câmara dos Deputados e o Senado já discutem projetos de reforma tributária.

“Não tem nenhuma outra reforma que seja mais importante que a reforma tributária”, afirmou Maia.

“O sistema tributário brasileiro ele é distorcido, alguns setores pagam muito impostos e outros pagam pouco. É hora de equilibrar isso sem aumentar a carga tributária. É hora de reorganizar o sistema tributário, primeiro com a sua simplificação”, disse o presidente da Câmara.

Segundo o secretário de Avaliação e Planejamento do Ministério da Economia, Alexandre Manoel, a proposta de reforma tributária do governo vai prever a revisão até 2022 de cerca de R$ 100 bilhões concedidos por meio de subsídios (renúncias fiscais).

Questionado se há ativismo judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento sobre prisão após condenação em segunda instância, Maia negou ativismo da Corte e suposta leniência do Congresso em relação ao tema.

O STF deve retomar no dia 7 de novembro o julgamento que vai definir o momento em que uma pessoa condenada poderá ser presa: se após condenação em segunda instância, com a execução provisória da sentença, ou se somente após o chamado trânsito em julgado, quando estiverem esgotadas todas as possibilidades de recurso (veja no vídeo abaixo).

“Não há nem ativismo do Supremo neste tema e nem leniência do Congresso. O que há é uma vontade de desgastar o parlamento”, declarou.

O julgamento foi interrompido na semana passada, com quatro votos a favor e três contra a prisão após condenação em segunda instância. Faltam os votos de Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli.

“Eu não acho que há ativismo do Supremo nesse tema. O que está escrito na Constituição está sendo debatido de forma transparente e correta por cada um dos ministros do Supremo, cada um com a sua posição. O que cabe ao parlamento é aguardar o julgamento do Supremo.”

STF marca data da continuação do julgamento sobre segunda instância

STF marca data da continuação do julgamento sobre segunda instância

 

Ministro anuncia fim da taxa adicional cobrada na tarifa de embarque internacional

28 de outubro de 2019 at 14:48

Por Laís Lis, G1 — Brasília

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, concede entrevista após participação no Fórum de Líderes da Associação Latino-Americana de Transporte Aéreo (ALTA), em Brasília — Foto: Laís Lis/G1

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, concede entrevista após participação no Fórum de Líderes da Associação Latino-Americana de Transporte Aéreo (ALTA), em Brasília — Foto: Laís Lis/G1

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, confirmou nesta segunda-feira (28) que o governo vai zerar a taxa de US$ 18 cobrada de passageiros que voam para fora do país. Segundo o ministro, essa é uma das medidas regulatórias que o governo planeja como forma de incentivar o setor de aviação civil e a entrada de novas empresas no mercado.

A taxa, criada em 1999, é uma cobrança adicional feita junto com a tarifa de embarque em voos internacionais nos principais aeroportos do país e equivale a US$ 18.

“Vou antecipar uma das medidas, que é a eliminação da taxa adicional de US$ 18 para voos internacionais”, afirmou Freitas após participar do Fórum de Líderes da Associação Latino-Americana de Transporte Aéreo (ALTA).

De acordo com o ministro, o fim da taxa será feito em breve. O governo já havia anunciado ao G1 que vinha estudando a medida. O fim da taxa será feito por medida provisória.

Compensação

Atualmente, o adicional é uma das fontes de abastecimento do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), criado em 2011 para financiar melhorias na infraestrutura aeroportuária.

Segundo o secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, para excluir a taxa já em 2020 o governo ainda precisa arrumar uma fonte para compensar a renúncia da receita. A exigência está na Lei de Responsabilidade Fiscal.

O secretário destacou que o fim da taxa representará uma renúncia de R$ 704 milhões por ano. Uma das alternativas estudadas é eliminar a taxa já a partir de janeiro de 2020 para voos para a América do Sul e deixar o fim da taxa para o resto do mundo para 2021.

Ao eliminar a taxa adicional só para voos para a América do Sul o governo precisaria compensar R$ 250 milhões em 2020.

“Uma das alternativas estudadas é fasear e eliminar primeiro para a América do Sul. A taxa de US$ 18 pesa mais em passagens mais baratas”, explicou Glanzmann.

Tarifa mais barata

Quem compra passagem para voo internacional paga atualmente tarifa de embarque que varia de R$ 106,76 (aeroporto de Natal) a R$ 122,20 (aeroporto do Galeão).

Uma parcela desse valor é transferida para o fundo de aviação civil. Essa parcela é definida anualmente pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e corresponde, em 2019, a R$ 65,80 por passageiro.

O restante fica com a empresa que administra o aeroporto e serve para remunerá-la pelos serviços prestados aos passageiros.

Com a eliminação da taxa adicional, os passageiros passarão a pagar somente a parte devida às empresas que administram os aeroportos. Isso significa que a tarifa de embarque cairia para a metade do preço.

Mãe de prefeita do Acará descumpre decisão judicial e volta a interferir no município

22 de outubro de 2019 at 14:39

Mãe e filha foram os alvos da operação da Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (DECOR).

Mãe e filha foram os alvos da operação da Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (DECOR). | Reprodução

rancisca Oliveira Martins e Silva, mãe da prefeita do município do Acará, Amanda Oliveira e Silva, a “Amanda Martins” (PSDB), descumpriu a decisão judicial ordenada pela desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA).

Francisca e Amanda Martins são alvos de operação contra corrupção no Acará

Francisca teve mandado de prisão temporária decretado, após ser acusada de “divisão” de poder familiar no comando do município, “administrando recursos públicos que seriam destinados a seus próprios interesses”. Ela também estaria envolvida em outras supostas irregularidades.

Francisca chegou a ficar recolhida no Centro de Recuperação Coronel Anastácio das Neves  (CRECAN), mas teve a prisão substituída por medidas cautelares, como a proibição de acesso ou frequência às dependências da Prefeitura do Acará, bem como a seus órgão e Secretarias, devendo permanecer distante desses locais.

Pedido de afastamento da prefeita do Acará chega à Câmara do município

No entanto, apesar da decisão da Justiça, Francisca voltou a fiscalizar obras no Acará. Vídeos mostram que mesmo tendo que ficar longe de órgãos e secretarias do município, a mãe da prefeita continua acompanhando obras ao lado de servidores.

“Voltei mais firme e mais forte para desenvolvermos o nosso município”, diz Francisca em um dos vídeos. Em um outro, ela aparece ao lado de um servidor público.

 

Estácio compra Faci e outras 11 faculdades por R$ 2 bilhões

21 de outubro de 2019 at 13:35

Reprodução

Dois anos após quase ter sido vendida para a Kroton, a Yduqs (novo nome do grupo Estácio) fechou a aquisição de 100% da Adtalem Brasil, grupo educacional americano que no país é dono de 12 instituições por R$ 1,9 bilhão. Trata-se de uma das maiores transações do setor e marca um salto para a companhia carioca que, na metade deste ano, criou uma holding para diversificar seu negócio.

Com a aquisição, inclusive da Faculdade Faci Wyden, a Yduqs passa a ter uma receita líquida combinada de R$ 4,5 bilhões e quase 700 mil alunos, o que representa um incremento de 102 mil matrículas de uma só vez num momento em que o crescimento orgânico na graduação presencial tem sido uma das principais dificuldades para o setor devido à crise econômica e redução do Fies, programa de financiamento estudantil do governo.

“Essa operação é transformacional para a companhia, não apenas pelo tamanho do negócio, mas também porque vamos trazer para dentro de casa pessoas muito focadas em alta qualidade de ensino e com mindset de inovação”, disse Eduardo Parente, presidente da Yduqs.

As marcas das instituições de ensino da Adtalem serão mantidas dentro da estratégia da Yduqs de atuar com novos públicos e de outras faixas de renda. A mensalidade média dos cursos das faculdades adquiridas é de R$ 1 mil, sendo que na Estácio é 30% menor.

RAPIDEZ

As negociações formais entre Yduqs e Adtalem duraram só um mês e meio e as primeiras conversas começaram quando a companhia carioca estava criando a holding. “Fomos procurá-los. Desde o começo já tínhamos em mente que esse era um ativo que fazia todo sentido na nossa holding”, disse Parente. O desejo coincidiu com a vontade dos americanos de se desfazer da operação brasileira para levantar recursos. A empresa americana foi obrigada a pagar uma indenização de US$ 100 milhões e vender a DeVry, principal instituição do grupo, de graça após acusações de fraudes com alunos.

Os recursos para pagamento da aquisição, que será feito à vista, virão do caixa da Yduqs que, atualmente, é de R$ 700 milhões, e de um financiamento na casa de R$ 1 bilhão. Com isso, o endividamento da companhia deve ser equivalente a uma vez o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) – patamar considerado baixo, entre os especialistas. O Ebitda ajustado combinado atinge R$ 1,34 bilhão, com margem de 30%, no acumulado dos últimos 12 meses, em encerrado no segundo semestre deste ano.

Com a aquisição, a Yduqs vai reforçar sua área de medicina, uma vez que a Adtalem tem 210 vagas nessa graduação e recebeu autorização para atuar na segunda fase do programa Mais Médicos. Essa área é uma das prioridades da empresa. A Yduqs tem cerca de 3,8 mil estudantes de medicina que geraram uma receita de R$ 174 milhões no primeiro semestre, o que representa 9,2% da receita líquida total da companhia. O valor médio da mensalidade dessa graduação é de R$ 8 mil, o equivalente a dez vezes o tíquete médio dos demais cursos presenciais do grupo carioca.

A companhia projeta chegar em 2024 com 10 mil alunos matriculados em cursos de medicina. Segundo a Hoper, consultoria especializada em educação, haverá demanda por cursos de medicina nos próximos dez anos, no mínimo. Atualmente, há 95 mil alunos cursando essa graduação, com valor mediano de R$ 7,8 mil de mensalidade. Essa modalidade de curso movimenta cerca de R$ 9 bilhões por ano. Não à toa, a Yduqs anunciou recentemente a construção de um novo campus de medicina na Barra da Tijuca, no Rio, com investimento de R$ 32 milhões.

EAD DEVE CRESCER

A empresa combinada terá ainda quase 1 mil polos de ensino a distância. “Nossos três pilares de crescimento são ensino a distância, medicina e aquisições. Estamos cumprindo nosso dever de casa. Além disso, as empresas de capital aberto divulgaram bons resultados de captação de alunos no segundo semestre, o que pode ser visto como um sinal positivo no setor”, disse Parente.

Com a crise econômica e redução do Fies, a demanda dos alunos está migrando para os cursos online, cuja mensalidade é menor. Entre 2017 e 2018, o volume de calouros, no mercado como um todo, caiu 5,6% em cursos presenciais contra uma alta de 33% na graduação a distância, segundo dados da consultoria Educa Insights.

A aquisição da Adtalem é a maior já fechada pela Yduqs, que passou por uma crise entre 2016 e 2017. Neste período, houve uma tentativa frustrada de fusão com a Kroton, a troca de quatro presidentes em poucos meses, mudança de acionistas que levaram muitos investidores a questionarem a capacidade da empresa de voltar a crescer. Parte da confiança voltou com a entrada da gestora de private equity Advent, que se tornou a maior acionista e em 2018 assumiu o conselho de administração. A Advent tem a credibilidade do mercado por ter sido uma das responsáveis pela expansão da Kroton, líder do setor.

A transação ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), com expectativa das companhias de que a autarquia antitruste dê seu aval até meados de 2020.

Em áudio vazado, líder do PSL chama Bolsonaro de ‘vagabundo’ e diz que vai ‘implodir o presidente’

17 de outubro de 2019 at 16:05
Delegado Waldir (GO) afirma que vai mostrar ‘a gravação dele’
O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, durante entrevista Foto: Câmara dos Deputados
O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, durante entrevista Foto: Câmara dos Deputados
BRASÍLIA — Em uma gravação vazada, o líder do PSL, Delegado Waldir (GO), diz que poderia “implodir” o presidente Jair Bolsonaro , a quem se refere como “vagabundo”. Waldir é aliado de Luciano Bivar , presidente do partido. O áudio veio a público nesta quinta-feira.

Leia : Bolsonaro decide tirar Joice Hasselmann da liderança do Governo

O áudio foi publicado pelo site R7 e foi gravado enquanto deputados discutiam a investida do presidente Jair Bolsonaro para emplacar seu filho, Eduardo, como líder do partido na Câmara, destituindo Waldir. Na quarta-feira, o presidente ligou para diversos deputados para convencê-los a assinar um documento para tirar Waldir e colocar Eduardo.

Leia: ‘Me gravaram? É uma desonestidade’, diz Bolsonaro sobre áudio vazado

Na conversa em que discutia com seus aliados como reagir à tentativa de derrubá-lo, Waldir fala em implodir Bolsonaro. O contexto eram áudios do presidente defendendo que deputados assinassem uma lista para destituir Waldir.

— Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação. Não tem conversa. Não tem conversa. Eu implodo o presidente — diz Waldir.

Ele se queixa também de que foi leal ao presidente e o chama de “vagabundo”.

— Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Eu andei no sol em 245 cidades gritando o nome desse vagabundo.

Durante a conversa, deputados se queixam do tratamento que o presidente dá a eles (um diz que Bolsonaro “caga na nossa cabeça”) e se queixam de terem sido “assediados” pelo Planalto para retirar Waldir  da liderança.

Apesar da tentativa de destituir Waldir, a Câmara dos Deputados não reconheceu as assinaturas no requerimento protocolado pelos bolsonaristas. Ele segue, portanto, como líder do partido na Casa. O partido vem retaliando a dissidência dos bolsonaristas nos últimos dias, tomando deles cargos no Legislativo.

Leia: Líder do PSL na Câmara retira cinco vice-líderes ligados a Bolsonaro

Nesta quarta-feira, o site da revista Época divulgou um áudio de Bolsonaro pedindo assinatura para tentar derrubar Waldir.

— Estamos com 26, falta uma assinatura para a gente tirar o líder, e colocar o outro. A gente acerta. Entrando o outro agora, dezembro tem eleições para o futuro líder. A maneira como tá, que poder tem na mão atualmente o presidente, o líder aí? O poder de indicar pessoas, de arranjar cargos no partido, promessa para fundo eleitoral por ocasião das eleições, é isso que os caras têm. Mas você sabe que o humor desses caras de uma hora para a outra muda –  afirmou Bolsonaro a um interlocutor desconhecido

O GLOBO.

Pedido de afastamento da prefeita do Acará chega à Câmara do município

17 de outubro de 2019 at 15:58

Prefeita do Acará pode ser afastada da sua função e ter o mandado cassado.

Prefeita do Acará pode ser afastada da sua função e ter o mandado cassado. | Reprodução

A manda Oliveira e Silva, prefeita do município do Acará, no nordeste paraense, pode ser afastada do cargo e ter o mandado cassado após denúncia protocolada na Câmara Municipal com o pedido de afastamento solicitado para sexta-feira (18).

Polícia abre inquérito contra Amanda e prende Francisca Martins

A prefeita foi denunciada por prática de infração político-administrativa. O pedido cautelar de afastamento é para que Amanda não interfira nas investigações.

Francisca e Amanda Martins são alvos de operação contra corrupção no Acará

Segundo a denúncia, há um contrato da Prefeitura Municipal com uma empresa , cujo o irmão de criação de Amanda é o dono, além de outras irregularidades na gestão.

Pedido de afastamento que deve ser apreciado na Câmara Municipal.
Pedido de afastamento que deve ser apreciado na Câmara Municipal. Reprodução

IRREGULARIDADES

Em abril de 2018, Amanda Martins foi denunciada à Promotoria de Justiça da Comarca do Acará, por diversas irregularidades em seu mandato. Ela estava sendo investigada pelo Grupo de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Pará (MP/PA).

As denúncias apontaram uma possível “divisão” de poder familiar no comando do município, que envolveu também o marido da prefeita, José Carlos da Silva Lima, e sua mãe, Francisca Oliveira Martins e Silva, que também é ex-prefeita da cidade. A família seria próxima ao ex-governador Simão Jatene.

Há alguns anos, Francisca foi condenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por não prestar contas de recursos federais repassados a um projeto social do município. Segundo a denúncia, José Carlos tem vários imóveis alugados em Belém, em especial, no bairro do Guamá.

Polícia abre inquérito contra Amanda e prende Francisca Martins

16 de outubro de 2019 at 13:58

A Polícia Civil decretou a prisão temporária de quatro pessoas. Outros 18 mandados de busca e apreensão também foram decretados.

A Polícia Civil decretou a prisão temporária de quatro pessoas. Outros 18 mandados de busca e apreensão também foram decretados. | Reprodução

A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (16), a primeira fase da Operação Peixe Grande, no município de Acará, nordeste do Pará.

Segundo informações da Polícia Civil, a operação resulta das investigações que foram iniciadas com instauração de Inquérito Policial para apurar denúncias de possíveis fraudes em licitação, sobrepreço, corrupção ativa, corrupção passiva, nepotismo, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Francisca e Amanda Martins são alvos de operação contra corrupção no Acará

As investigações abordaram primeiro fatos relativos à suposta fraude na licitação do Lixo Urbano, segundo à licitação da Assessoria Jurídica, o terceiro à licitação do Lixo Hospitalar e o quarto sobre uma suposta fraude na licitação do Transporte.

Com isso, foram encontrados indícios suficientes de autoria e participação para o decreto da prisão temporária de 4 pessoas, que não tiveram os nomes divulgados. Outros 18 mandados de Busca e Apreensão foram decretados, incluindo a sede da Prefeitura Municipal e suas Secretarias.

Uma coletiva de imprensa está marcada para às 11h30 de hoje, na Delegacia Geral da Polícia Civil, em Belém.

Bancária é chamada de burra ao engravidar e banco é condenado

15 de outubro de 2019 at 08:28

reprodução

Autor: DOL

O Banco Santander foi condenado pela 2ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho por danos morais ao a uma bancária chamada de ‘burra’ pela gerente por ter engravidado.

A relatora do recurso de revista, ministra Maria Helena Mallmann, aumentou o valor da condenação de R$ 15 mil para R$ 30 mil ‘para ajustar a decisão aos parâmetros da razoabilidade e da proporcionalidade’.

De acordo com uma testemunha, a funcionária de uma agência de Varginha (MG) anunciou que estava grávida e ouviu da gerente, em uma reunião, que ‘estava assinando um contrato de burrice’.

A funcionária continuou no banco até 2012, quando pediu demissão. Um ano depois, entrou com a reclamação trabalhista e o pedido de indenização.

“A condenação arbitrada pelo TRT da 3ª Região (MG) foi ‘demasiadamente módica’ para reparar o abalo e desestimular as ações ilícitas da empresa e de seus prepostos”, considerou Maria Helena Mallmann.

O banco não se pronunciou sobre o caso.

(Com informações da Exame)

Pescado fica mais barato em Belém pelo quarto mês consecutivo

15 de outubro de 2019 at 08:22

Autor: Diário do Pará

Fernando Araújo/Agência Pará

Pelo quarto mês consecutivo, a maioria do pescado comercializado em mercados municipais de Belém apresentou queda de preço. É o que mostra a pesquisa conjunta do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) e da Secretaria de Economia (Secon).

Em setembro, os seguintes tipos de pescado ficaram mais em conta: pratiqueira com recuo de 11,26%, seguido do cachorro de padre (10,47%); xaréu (8,40%); tucunaré (7,98%); pescada branca (7,72%); bagre (7,07%); sarda (6,09%); tamuatá (5,34%); mapará (5,24%); curimata (5,08%); filhote (4,65%); serra (3,81%); dourada (3,70%); gurijuba (2,88%); piramutaba (2,73%); pescada amarela (2,33%); cação (2,26%); aracu (2,03%) e o camurim com queda de 1,61%.

Ainda no mês passado, algumas espécies de pescado apresentaram aumento de preços, com destaque para a tainha com alta de 7,57%; seguida da arraia (4,38%); corvina (3,80%); uritinga (2,57%) e do tambaqui (1,24%).

Já em relação ao ano de 2019 (janeiro-setembro), o levantamento mostra alta de preços, com reajustes acima da inflação estimada em 2,50% para o mesmo período. Os seguintes tipos de pescados ficaram mais caros:

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