Jungmann diz que principal linha de investigação da morte de Marielle é envolvimento de milícias

16 de abril de 2018 at 16:44

Em entrevista à CBN, Ministro da Segurança afirmou ainda que investigações de casos como o do pedreiro Amarildo e da juíza Patricia Accioli demoraram mais de 30 dias para resolução.

Por G1 Rio

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Jungmann: morte de Marielle por milicianos é a “mais provável hipótese”

O Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou na manhã desta segunda-feira (16) que a principal linha de investigação da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes envolve milícias. Durante a tarde, a família da vereadora irá encontrar com o chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, para saber o andamento das investigações.

“Eles partem de um grande conjunto de possibilidades e vão afunilando pouco a pouco. Estão, praticamente, com uma ou duas pistas fechadas. Eu diria que, hoje, apenas uma delas e os investigadores têm caminhado bastante adiante. Essa hipótese mais provável é a atuação de milícias no Rio de Janeiro”, declarou Jungman, em entrevista dada ao Jornal da CBN.

Assassinato de vereadora carioca Marielle Franco provocou debate sobre direitos humanos nas redes sociais (Foto: Renan Olaz/CMRJ)Assassinato de vereadora carioca Marielle Franco provocou debate sobre direitos humanos nas redes sociais (Foto: Renan Olaz/CMRJ)

Assassinato de vereadora carioca Marielle Franco provocou debate sobre direitos humanos nas redes sociais (Foto: Renan Olaz/CMRJ)

O caso completou 1 mês no último sábado (14), com poucas informações da polícia e nenhum apontado como autor ou mandante do crime. O ministro lembrou que casos como as mortes do servente de pedreiro Amarildo de Souza, em 2013, e da juíza Patrícia Accioli, em 2011, levaram mais de um mês para serem resolvidos. “O caso Amarildo demorou 90 dias para ser resolvido. O caso da Patricia Accioli demorou 60”, explicou.

Família de Marielle se reúne com polícia

Companheira de Marielle acompanhou a reunião com Rivaldo Barbosa (Foto: Henrique Coelho/G1)Companheira de Marielle acompanhou a reunião com Rivaldo Barbosa (Foto: Henrique Coelho/G1)

Companheira de Marielle acompanhou a reunião com Rivaldo Barbosa (Foto: Henrique Coelho/G1)

A família da vereadora Marielle Franco, assassinada no dia 14 de março na região central do Rio de Janeiro, se reúne com o chefe de Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa, na tarde desta segunda-feira (16). O encontro, que começou por volta das 14h15, tem como objetivo expor o andamento das investigações sobre a morte da parlamentar e do motorista Anderson Gomes.

O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) e a arquiteta Monica Tereza Benício, companheira da vereadora, compareceram ao encontro. Ela disse aos jornalistas que a família e amigos presentes se sentiram reconfortados depois da conversa com Rivaldo Barbosa.

“Saímos da reunião um pouco mais acalentados”, disse a companheira de Marielle.

Após o encontro com os parentes da vereadora, porém, o chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, não comentou as afirmações do ministro.

“A polícia civil do Rio de Janeiro só vai se manifestar sobre a autoria do crime ao final do inquérito”, afirmou.

Segundo ele, porém, a Polícia Civil já entendeu “grande parte do cenário do crime”, mas ainda faltam “procedimentos”, disse.

Crime completou um mês

No último sábado (13), a morte de Marielle e Anderson completou 30 dias. Criminosos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. Ela foi atingida com pelo menos quatro tiros na cabeça.

A única sobrevivente, uma assessora da vereadora que estava no carro e tem o nome mantido em sigilo, deixou o país com a família por medo de represálias.

Desde a morte de Marielle e Anderson, atos pedindo justiça e a apuração dos fatos têm acontecido em vários pontos do país.

O Disque Denúncia já recebeu, até às 10h55 desta segunda-feira, 102 denúncias relativas ao caso da vereadora Marielle Franco.