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Familiares de PMs fazem ato na Almirante Barroso

10 de fevereiro de 2017 at 10:33
Familiares de PMs fazem ato na Almirante Barroso (Foto: Arthur Medeiros/Diário do Pará)

(Foto: Arthur Medeiros/Diário do Pará)

Familiares de Policiais Militares realizaram um ato na manhã desta sexta-feira (10). Cerca de 170 pessoas participam da manifestação que teve concentração em frente ao Bosque Rodrigues Alves. Em seguida, elas seguiram para o Palácio do Governo, antigo Comando Geral da PM, na avenida Almirante Barroso, próximo a avenida Doutor Freitas.

Os familiares, em especial as esposas, reivindicam reajuste salarial, auxílios, melhores condições de trabalho, segurança, entre outras reivindicações.

(Foto: Arthur Medeiros/Diário do Pará)

O trânsito na avenida Almirante Barroso está interditado em frente ao Palácio do Governo. Apenas a faixa do BRT está liberada, onde alguns ônibus a utilizam para desviar a rota. Os carros particulares estão sendo desviados pela avenida Júlio César. O trânsito está complicado no local.

O Governo do Estado informou, através de nota, mantém diálogo aberto e permanente para intensificar a política de valorização do servidor público e foram vários benefícios consagrados.

Um deles é o auxílio-fardamento, no qual, 63% dos 15.200 policiais militares do Pará receberão, nos contracheques deste mês, dois soldos em vez de um. O benefício será pago a 9.587 soldados e cabos da PM. O valor do auxílio, pago duas vezes por ano, é equivalente a um mês de soldo do militar e até o segundo semestre também vai beneficiar sargentos e subtenentes.

O Governo do Pará destacou ainda que a remuneração dos praças, incluindo o auxílio alimentação, hoje este valor está em R$ 3.090,00.

A nota afirma ainda que os militares tiveram ganhos em outras gratificações, como a de Risco de vida, que em 2011 correspondia a 50%, hoje calculada com base em 100% do soldo para os praças. Já o auxílio alimentação hoje está em R$ 650.

(DOL com informações de Arthur Medeiros/Diário do Pará)

Avião com Aécio Neves faz pouso de emergência em Guarulhos

10 de fevereiro de 2017 at 06:30

Do UOL, em São Paulo

Reprodução/Redes Sociais

Imagem com a aeronave em que estaria Aécio, fora da pista, e que circula na internet

Imagem com a aeronave em que estaria Aécio, fora da pista, e que circula na internet

O avião em que estava o senador Aécio Neves (PSDB) precisou fazer um pouso de emergência no aeroporto internacional de Guarulhos na noite desta quinta-feira (9), informou sua assessoria de imprensa.

Já era noite quando a aeronave, um táxi aéreo fretado pelo PSDB, saiu de Brasília com destino a São Paulo. Os pilotos, percebendo que um pedaço do pneu havia ficado na pista, teriam solicitado autorização para pousar em Cumbica, ao invés de Congonhas, por ter uma pista maior. Ao aterrissar, no entanto, o trem de pouso teria se quebrado, vindo o avião a sair da pista.

Apenas Aécio e a tripulação estavam a bordo. Segundo a assessoria, nem ele nem os pilotos se feriram.

O senador veio para São Paulo porque tem reunião agendada com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na manhã desta sexta (10). Apesar do incidente, o encontro foi mantido.

Fernanda Carvalho/O Tempo/Estadão Conteúdo

Senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB

Celso de Mello adia decisão sobre Moreira Franco e exige explicação de Temer 14

9 de fevereiro de 2017 at 22:49

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília*

Pedro Ladeira/Folhapress

Nomeação de Moreira Franco gerou polêmica na Justiça

Nomeação de Moreira Franco gerou polêmica na Justiça

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello adiou nesta quinta-feira uma decisão sobre os mandados de segurança impetrados pela Rede e pelo Psol contra a nomeação de Moreira Franco para o ministério da Secretaria-Geral da Presidência da República. Em despachos divulgados nesta noite, Mello determinou que o presidente Michel Temer seja ouvido para explicar a nomeação. Só depois o decano tomará uma decisão.

O ministro estipulou prazo de 24 horas para que o presidente da República explique por que recriou um ministério extinto e por que optou por Moreira Franco para assumir a pasta.

“Após enfatizar que o ‘ato ilegal de criação de Ministério para concessão de prerrogativa de função cumpre todos os requisitos clássicos das hipóteses sempre narradas como exemplificativas do desvio de finalidade’, o autor desta ação mandamental adverte que a permanência do Senhor Wellington Moreira Franco no cargo de Ministro de Estado, por implicar deslocamento da competência penal, para esta Suprema Corte, do órgão judiciário de primeira instância, repercutirá, ‘ilegalmente, na sequência das investigações e em eventual apreciação de pedido de prisão formulado contra ele’, dando causa – segundo alega o impetrante – a um contexto claramente revelador de fraude à Constituição”, dizem os despachos de Celso de Mello, ambos com o mesmo conteúdo.

“Sendo esse o quadro em cujo âmbito se delineia a postulação mandamental deduzida pela agremiação partidária ora impetrante, entendo, por razões de prudência, e apenas para efeito de apreciação do pedido cautelar, que se impõe ouvir, previamente, o Senhor Presidente da República, para que se manifeste, especificamente, na condição de autoridade apontada como coatora, sobre a pretendida concessão de medida liminar”.

O prazo de 24 horas deve ser cumprido logo nas primeiras horas desta sexta-feira, de acordo com auxiliares do presidente. Fontes do Planalto informaram ao Estadão que a decisão de Celso de Mello era de certa forma “esperada” e a resposta de Temer à Suprema Corte já estava praticamente “pronta”. O ideal para o governo é tentar encerrar o caso o quanto antes para acabar com a “novela” em torno da nomeação de Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

O PSOL e a Rede acusam Temer de ter nomeado Moreira Franco, citado em delações da Operação Lava Jato, com o objetivo de conceder a ele foro privilegiado. Isso poderia configurar “desvio de finalidade” e “obstrução da Justiça”, segundo os partidos.

Como ministro, ele pode ser investigado somente pelo STF, e não mais pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pela operação na primeira instância da Justiça.

A posse do peemedebista, numa pasta recém-criada por Temer, levou a ao menos três decisões da Justiça Federal, no Rio, no Distrito Federal e no Amapá, que chegaram a suspender a nomeação do ministro.

Também antes da decisão de Celso de Mello, o presidente do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), Hilton José Gomes de Queiroz, derrubou a decisão do Distrito Federal que impedia a posse.

Como o STF é a instância mais alta do Judiciário, a decisão de Celso de Mello irá se sobrepor às demais.

“Angorá”

Moreira ocupava no governo Temer o cargo de secretário-executivo do Programa de Parceria para Investimentos, e foi nomeado como ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência três dias depois de a presidente do STF, Cármen Lúcia, homologar as delações dos 77 executivos da Odebrecht que fizeram acordo de colaboração premiada com a Lava Jato.

Um dos principais líderes do PMDB e amigo de Temer, Moreira é citado na delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht.

O novo ministro, apelidado de “Angorá” pelos executivos da empreiteira, teria pedido doações de recursos para o PMDB, segundo o relato de Melo Filho, que diz ter contribuído na expectativa de que a empreiteira fosse beneficiada por decisões do governo.

Moreira Franco nega ter cometido irregularidades.

* Com Estadão Conteúdo

ALTAMIRA

9 de fevereiro de 2017 at 22:32

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Apresentador Silvinho Santos tem prisão decretada

9 de fevereiro de 2017 at 17:12
Apresentador Silvinho Santos tem prisão decretada (Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

O apresentador Silvio Carlos Baía Santos, conhecido como Silvinho Santos, teve a prisão decretada, nesta quarta-feira (8), após a Justiça do Pará ter o julgado em definitivo pelo crime de extorsão. Além dele, foi expedido mandado de prisão contra Francisco Carlos Pinheiro Magno.

Silvinho Santos foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão em 25/04/2010. No entanto, os mandados de prisão contra ele e contra Carlos Magno foram expedidos ontem.

EXTORSÃO

De acordo com o processo, a denúncia de extorsão foi feita em 11 de maio de 2004 pelo Ministério Público e era referente a uma situação ocorrida no final de 2003, início de 2004: naquele período, a vítima Raimundo Nonato de Oliveira denunciou que foi alvo de calúnias e difamações no programa “Mexe Pará”, da Rádio Marajoara.

No dia 21 de janeiro de 2004, Raimundo Nonato passou a receber telefonemas de uma pessoa desconhecida, que pedia a quantia de R$ 50.000,00 para que cessassem as difamações e calúnias proferidas no rádio contra ele e sua família.

A partir do dia 26/01/2004 a vítima passou a receber ligações de uma pessoa que se identificava como Francisco Carlos Magno, que também foi denunciado no processo. Magno é radialista da Radio Marajoara e assessor de Silvinho Santos. A vítima registrou um Boletim de Ocorrência sobre os fatos em 03/02/2004.

Segundo o Ministério Público, no dia 30/01/2004, Carlos Magno ligou para a Raimundo Nonato dizendo que poderia baixar a quantia de R$ 50.000,00 para R$ 30.000,00 e que aceitaria um cheque de R$ 26.000,00, sendo que o restante deveria ser pago em dinheiro. Foi quando a vítima acordou com Carlos Magno que tanto ele quanto Silvinho Santos iriam até o Posto Invencível, localizado na Travessa Lomas Valentinas, às 12h30 do dia 02/02/2004, para receberem o cheque.

PRISÃO

No dia 02/02/2004, por volta das 12h40 a vítima, seguida de perto por policiais civis, foi ao encontro de Silvinho Santos e Carlos Magno no local marcado. Lá chegando, os dois se encontravam no interior do veículo da marca Parati, cor preta. Em seguida desceu do automóvel Carlos Magno, seguido de um outro homem identificado como “Mercias”. Silvinho Santos permaneceu no interior do veículo.

O empresário, os policiais civis, Carlos Magno e Mercias, ficaram no pátio do Posto Invencível, instante em que Raimundo Nonato entregou a Carlos Magno o cheque de n°000498, Agência n°2831, conta n°004197, no valor de R$ 30.000,00.

No momento em que o radialista pegou o cheque, os policiais civis surgiram e lhe deram voz de prisão. O auto de prisão em flagrante delito foi lavrado contra os Mercias de Oliveira, Francisco Carlos Pinheiro Magno e Silvio Carlos Santos em 02/02/2004. A denúncia, acompanhada do Inquérito Policial e do rol de testemunhas foi recebida em 17 de maio de 2004.

CONDENAÇÃO E RECURSO

Nas alegações finais, o MP requereu a procedência da denúncia e a condenação dos três acusados. Os denunciados apresentaram defesa e negaram o crime. Na sentença, o juiz não encontrou provas nos autos de que Mercias de Oliveira tenha participado da extorsão por telefone, razão pela qual decidiu por sua absolvição.

No caso de Silvinho Santos e Carlos Magno, segundo o magistrado, ficou devidamente configurado o crime de extorsão por parte dos dois denunciados e os condenou no dia 25/04 de 2010 à pena de cinco anos e quatro meses de reclusão e 87 dias-multa sobre 1/30 do maior salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato, com pena a ser cumprida em regime semiaberto em estabelecimento prisional do Estado, pelo cometimento do delito previsto no artigo 158, § 1o, do CPB (extorsão).

Alegando falta de provas, a defesa dos dois radialistas apelou contra a condenação para a 1ª Câmara Criminal Isolada do Tribunal de Justiça do Estado do Pará e dois anos após a sentença, em 28/08/2012, a câmara negou provimento ao recurso, mantendo a condenação, determinando apenas que o juiz de primeiro grau procedesse nova dosimetria de pena.

(DOL com informações do Diário do Pará)

Sindicalista é encontrado morto; ônibus param de circular no Espírito Santo

9 de fevereiro de 2017 at 13:49

Ana Cristina Campos – Enviada especial da Agência Brasil

O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Guarapari (ES), Wallace Barão, foi encontrado morto a tiros dentro de um carro, na manhã desta quinta-feira (9), em Vila Velha, também no Espírito Santo. Após a morte do sindicalista, os rodoviários voltaram a parar na região metropolitana de Vitória. Os ônibus tinham voltado a circular esta manhã. O Espírito Santo enfrenta o sexto dia de paralisação dos policiais militares (PMs), o que tem causado uma grave crise na segurança pública.

O sindicalista foi encontrado morto perto da garagem da Viação Sanremo, no bairro Alvorada, em Vila Velha. A informação foi confirmada pela Polícia Civil. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa e, até o momento, nenhum suspeito foi detido.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários), Edson Bastos, informou que os ônibus retornaram para as garagens e só voltam a circular quando a segurança for restabelecida no estado. “O governo nos prometeu segurança. Alguns terminais de ônibus tinham tropas do Exército, outros, não. Tivemos motoristas ameaçados com armas. Não dá para trabalhar dessa forma”, disse Bastos.

Número de homicídios

A Secretaria de Estado de Segurança Pública ainda não tem o balanço das ocorrências no Espírito Santo desde o início das manifestações dos parentes dos PMs em frente aos batalhões de polícia.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol), Jorge Emílio Leal, informou que foram registrados 105 homicídios desde sábado (4) até a manhã de hoje no estado, a maior parte na Grande Vitória.

Edição: Valéria Aguiar

Governo e representantes de mulheres de PMs iniciam negociação no Espírito Santo

9 de fevereiro de 2017 at 13:44

Ana Cristina Campos – Enviada especial da Agência Brasil

Vila Velha (ES) - Soldados do Exército fazem a segurança das ruas e dos terminais rodoviários vazios em Vila Velha, região metropolitana de Vitória (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Soldados do Exército fazem a segurança das ruas e dos terminais rodoviários vazios em Vila Velha, na região metropolitana de Vitória (Tânia Rêgo/Agência Brasil)Tânia Rêgo; Agência Brasil

Uma reunião, que terminou no fim da noite de ontem (8), entre secretários do governo do Espírito Santo e representantes das mulheres e das associações de classe dos policiais militares (PMs) estabeleceu um canal de diálogo para acabar com a crise na segurança pública deflagrada pela falta de patrulhamento dos PMs nas ruas. A paralisação entra hoje (9) no sexto dia.

Segundo o secretário de Direitos Humanos, Julio Pompeu, as lideranças do movimento apresentaram uma pauta com dois pontos: anistia geral para todos os policiais, já que são proibidos de fazer greve, e 100% de aumento para toda a categoria.

Segundo a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo (ACS), o salário base de um policial no estado é R$ 2,6 mil, enquanto a média nacional chega a R$ 4 mil.

O secretário informou que foi marcada para hoje à tarde nova reunião para que o governo apresente uma contraproposta. “Ficamos de analisar essa proposta para ver o que podemos efetivamente fazer para que a discussão avance”, disse Pompeu.

Mais cedo, o governador em exercício, César Colnago, descartou qualquer possibilidade de reajuste salarial neste momento.

“A população está amedrontada, as pessoas estão morrendo nas ruas. Isso é grave. Os policiais têm plena consciência da gravidade do momento que estamos vivendo. Estou muito confiante que vamos conseguir restaurar a sanidade, porque o que estamos vivendo aqui é um estado de total insanidade”, disse o secretário de Direitos Humanos.

Por parte dos policiais militares, estavam representantes da ACS, da Associação de Subtenentes e Sargentos do Espírito Santo e da Associação de Oficiais Militares do estado.

O Comitê Permanente de Negociação é formado, além de Julio Pompeu, pelos secretários da Casa Civil, José Carlos da Fonseca, e de Controle e Transparência, Eugênio Ricas.

Forças Armadas

A partir de hoje, o Espírito Santo deve contar com o patrulhamento de 1.850 homens das Forças Armadas e da Força Nacional.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou ontem que a Operação Capixaba recebeu o reforço de 550 militares das Forças Armadas. Além disso, mais 100 integrantes da Força Nacional de Segurança Pública chegarão a Vitória até hoje e farão patrulhamentos em municípios do interior. Eles se juntam aos mil homens do Exército e aos 200 da Força Nacional que já estão patrulhando as ruas da região metropolitana da capital.

O governo do Espírito Santo transferiu nessa quarta-feira o controle operacional dos órgãos de segurança pública para o general de brigada Adilson Carlos Katibe, comandante da força-tarefa conjunta e autoridade encarregada das operações das Forças Armadas, O objetivo é promover a garantia da lei e da ordem no estado até 16 de fevereiro.

Ônibus

A Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória informou que os ônibus do Sistema Transcol voltam a operar de forma gradativa a partir desta quinta-feira. As linhas que passam pelas rodovias  do Contorno e Serafim Derenzi não vão circular. A operação, que contará somente com linhas troncais (entre os terminais), vai até as 18h.

 

Juíza do Rio anula nomeação de Moreira e pede ‘perdão’ a Temer

9 de fevereiro de 2017 at 13:35
Alan Marques – 3.fev.2017/Folhapress
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 03.02.2017.O presidente da República, Michel Temer dá posse ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco. (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER
Michel Temer dá posse ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco

ITALO NOGUEIRA
FOLHA DE SÃO PAULO – DO RIO

A Justiça Federal do Rio concedeu nesta quinta-feira (9) nova liminar anulando a nomeação de Moreira Franco (PMDB) como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Na decisão, a juíza Regina Coeli Formisano cita “ensinamentos” do presidente Michel Temer como constitucionalista para fundamentar a liminar.

Na decisão, Formisano afirma não ver outra justificativa para a nomeação do peemedebista “a não ser a possibilidade de conferir foro privilegiado ao senhor Moreira Franco” em razão das citações na delação premiada de executivos da Odebrecht na Operação Lava Jato.

Ela afirma também na justificativa para concessão da liminar que “o magistrado não pode se trancar em seu gabinete e ignorar a indignação popular”.

A AGU (Advocacia-Geral da União) havia conseguido derrubar outra liminar que tinha o mesmo efeito.

A magistrada escreve também um recado para Temer. Finalizando a justificativa de sua decisão com a frase “ao mestre com carinho”, a juíza afirma que toma como base para a liminar teses defendidas pelo presidente como advogado.

“Peço, humildemente perdão ao Presidente Temer pela insurgência, mas por pura lealdade as suas lições de Direito Constitucional. Perdoe-me por ser fiel aos seus ensinamentos ainda gravados na minha memória, mas também nos livros que editou e nos quais estudei. Não só aprendi com elas, mas, também acreditei nelas e essa é a verdadeira forma de aprendizado. Por outro lado, também não se afigura coerente, que suas promessas ao assumir o mais alto posto da Republica sejam traídas, exatamente por quem as lançou no rol de esperança dos brasileiros, que hoje encontram-se indignados e perplexos ao ver o seu Presidente, adotar a mesma postura da ex-Presidente impedida e que pretendia também, blindar o ex-presidente Luiz Ignácio Lula da Silva [sic]. Ao mestre com carinho”, conclui a justificativa da liminar.

Formisano concorda no texto com a afirmação do advogado José Agripino da Silva Oliveira, que propos a ação popular, segundo a qual a criação do cargo e a nomeação de Moreira Franco tem como “intuito de protegê-lo com foro privilegiado”.

“Tal fato, atenta contra o principio da moralidade administrativa, bem configura o desvio de finalidade. Tudo leva a esse entendimento, especialmente pelo fato de que referida recriação de ministério já extinto, em cumprimento a promessas de redução da estrutura estatal, ter-se dado de forma açodada e através de medida provisória, que tem por pré-requisito exige providencias urgentes e inadiáveis”, diz a decisão.

O governo Michel Temer ainda pode recorrer da decisão. Caberá ao Tribunal Regional da 2ª Região, que abrange o Rio e o Espírito Santo, se manifestar sobre o caso.

AGU derruba decisão que anulava nomeação de Franc

9 de fevereiro de 2017 at 12:28
AGU derruba decisão que anulava nomeação de Franco (Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou na manhã de hoje (9) que derrubou a decisão judicial que tornava sem efeito a nomeação do ministro Moreira Franco para a Secretaria-Geral da Presidência da República.

A decisão liminar – de caráter provisório – foi expedida ontem (8) pelo juiz Eduardo da Rocha Penteado, da 14ª Vara Federal em Brasília, em atendimento a uma ação popular apresentada por três cidadãos.

Na determinação, o magistrado entendeu que a situação de Moreira Franco se a assemelhava ao caso da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil pela ex-presidenta Dilma Rousseff, no ano passado.

Na ocasião, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu a nomeação de Lula por entender que a medida foi tomada para conceder foro privilegiado ao ex-presidente e evitar que ele fosse julgado nas ações da Lava Jato pelo juiz federal Sérgio Moro.

A AGU recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

DOL (Agência Brasil)

Motorista do Uber fala sobre o serviço em Belém

9 de fevereiro de 2017 at 12:26

 

Motorista do Uber fala sobre o serviço em Belém (Foto: DOL)

(Foto: DOL)

Após muita polêmica, o Uber começará a operar a partir das 14h desta quinta-feira (09). Entre os motoristas que irão começar a operar a partir desta quinta-feira (9), está uma jornalista de 30 anos, que prefere não se identificar. Ela, é uma das poucas mulheres cadastradas para trabalhar em Belém.

A nova motorista do Uber conta que já teve experiência com outro aplicativo de transporte particular em Belém. “Eu tenho outro emprego, então acabava que trabalhava pouco tempo com as chamadas, era mais no período da noite, durante a semana, ou nos finais de semana. Dessa maneira, eu conseguia tirar uns R$ 100 por dia. Agora é ver com o Uber como será a demanda de chamadas”, conta.

O valor mínimo da corrida é de R$ 6, porém, o Uber ainda não divulgou quanto custará o custo de chamada, quilometragem e por minuto no carro, já que o valor final é calculado com base na quilometragem e no tempo de deslocamento.

A jornalista conta ainda que a equipe do Uber está desde janeiro em Belém fazendo cadastros. “Tivemos várias reuniões para apresentar o aplicativo, mas eles falaram que só iam começar quando tivesse um número X de motoristas para atender a demanda de Belém. Porém, esse número não é divulgado”.

Inicialmente, o Uber só aceitará pagamentos feitos pelo cartão, o que pode inibir a ação de taxistas. “No outro aplicativo, que o pagamento era em dinheiro, já tiveram muitas situações de taxistas fazer a chamar e chegava no local era trote. Com o Uber eu acredito que isso não vá acontecer, já que terá um número de cartão de crédito cadastrado e paga uma taxa por cancelamento. Mas não tivemos registros de agressões e espero que isso não aconteça, mas também não sabemos a reação dos taxistas por ser um aplicativo mundialmente conhecido”, afirma a futura motorista do Uber.

Ela afirma ainda que resolveu se cadastrar no aplicado de transporte particular para ter uma renda extra. “Eu tenho outro emprego, mas nessa época de crise, essa é uma maneira de conseguir um dinheiro extra e de forma rápida”.

A jornalista  que começará a trabalhar hoje ressalta ainda que o usuário pode avaliar o serviço do motorista. Caso não tenha um bom atendimento, pode levar advertência e, se reincidente, pode ser até expulso.

EXPECTATIVA DO USUÁRIO

A administradora Mayara Costa conta que aprova a cegada do Uber em Belém. “Eu já usei em Fortaleza, Rio e São Paulo. Não tive problema nesses lugares. Sem contar que o valor é muito mais baixo que se você pegar um táxi, que só para entrar você já está pagando uma taxa de R$ 5,61”, afirma.

Ela detalha ainda que muitos taxistas não querem pegar corridas curtas. “Esse final de semana sai do bloco na Cidade Velha e moro perto, porém quando falei com o taxista, ele não quis me levar porque a corrida ia dar uns R$ 10,00. Isso é um absurdo. E com o Uber isso não acontece. Então é uma boa”.

TAXISTAS

Em entrevista ao Diário do Pará, o presidente do Sindicato dos Taxistas do Município de Belém no Estado do Pará (Stabepa), Alain Castro lembra que, na capital, o serviço está proibido, uma vez que o prefeito Zenaldo Coutinho sancionou o projeto de lei nº 2.074, que proíbe os aplicativos na capital, que passa a vigorar no dia 6 do próximo mês.

Veja a matéria completa: Uber começa a operar em Belém nesta tarde

Por outro lado, Mazon defende a legalidade do aplicativo, afirmando que o uso do Uber é amparado pela Lei Federal 12.587/2012, intitulada Política Nacional de Mobilidade Urbana.

O DOL entrou em contato com a Prefeitura de Belém para falar a respeito da liberação do Uber na capital paraense, mas ainda não teve retorno.

(DOL)