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Enel faz único lance pela Celg-D e leva distribuidora por R$ 2,187 bi

30 de novembro de 2016 at 12:43

Empresa italiana ofereceu 28% de ágio em relação à proposta original.
Leilão é a 1º de 34 projetos de infraestrutura de pacote de Temer.

Do G1 em SP

A empresa italiana Enel foi a única a apresentar proposta no leilão de privatização da distribuidora de eletricidade goiana Celg-D, da Eletrobras. A empresa ofereceu R$ 2,187 bilhões por 95% das ações da distribuidora goiana, um ágio de 28%, de acordo com informações da agência Reuters.

O leilão foi realizado nesta quarta-feira na BM&FBovespa, em São Paulo.

A venda da Celg-D está sendo tratada como o primeiro teste de mercado para o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, que prevê a venda ou concessão de 34 projetos nas áreas de energia, aeroportos, rodovias, portos, ferrovias e mineração, ao mesmo tempo em que o país enfrenta a maior recessão em décadas.

Nesta quarta-feira (30), o governo federal vai lançar os editais dos leilões de quatro aeroportos, previstos para o primeiro trimestre de 2017.

Aneel elege Celg a pior companhia de energia do país pelo 2º ano seguido em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Celg-D distribui energia para 237 cidades em Goiás  (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A Celg-D
Criada em 1956, a Celg-D atende atualmente 237 cidades goianas (98,7% do território do estado), num total de 2,6 milhões de unidades que consomem 2,4% da energia elétrica gerada no país. A companhia foi eleita pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por 2 anos consecutivos, em 2014 e 2015, a pior distribuidora de energia do país.

A empresa, que era controlada pelo governo de Goiás, tem histórico de dificuldades financeiras. Por conta disso, em janeiro de 2015 ela foi federalizada e seu controle passou à Eletrobras.

A Eletrobras aprovou um plano de reestruturação que prevê a privatização de outros 6 distribuidoras de energia: Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia S.A (Ceron), Boa Vista Energia S.A. e Amazonas Distribuidora de Energia S.A.

Jader cobra a duplicação de trecho da BR-316

30 de novembro de 2016 at 11:30

Jader cobra a duplicação de trecho da BR-316 (Foto: Marcos Correa/PR)

Senador teve um encontro com o presidente Temer e entregou ofício, onde pede celeridade ao processo de duplicação e concessão da via. (Foto: Marcos Correa/PR)

O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) esteve ontem, mais uma vez, com o presidente da República, Michel Temer para reafirmar o compromisso de duplicação do trecho da Rodovia BR-316, entre Castanhal e Capanema, municípios da Região Metropolitana de Belém e nordeste paraense, respectivamente. O senador informou ao presidente que já existe previsto no Orçamento da União, emenda parlamentar indicada pela bancada federal do Pará para o início da duplicação.

Durante o encontro com o presidente, Jader Barbalho entregou ao secretário-executivo do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) do Governo Federal, Moreira Franco, ofício cobrando mais agilidade nos trâmites burocráticos para dar início à concessão e à duplicação. O senador paraense lembrou ao secretário Moreira Franco que a celeridade para viabilizar a concessão, e consequente duplicação, foi compromisso assumido pelo presidente Temer, em reunião anterior, no Palácio do Planalto.

CONCESSÃO

A concessão do trecho da rodovia federal BR-316, compreendido entre a PA 404 (em direção a Benfica) e o entroncamento com a BR-308 (Capanema) foi incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND) e no Programa de Investimento em Logística (PIL) do Governo Federal.

De acordo com o senador Jader Barbalho, este é um projeto fundamental para a infraestrutura do Pará. “A concessão à iniciativa privada desse trecho pelo Governo Federal proverá com uma rodovia de qualidade os municípios do nordeste, sudeste e sul do Para”, explica. “Configuram uma gigantesca área de expansão econômica e populacional carente de infraestrutura rodoviária” destacou sobre a região dos municípios, ao encaminhar ofício ao secretário Moreira Franco.

CONCESSÃO ESTARIA SENDO MAL CONDUZIDA


Mapa do trecho da BR-316 alcançado pelo projeto de duplicação e concessão defendido por Jader Barbalho. (Foto: divulgação)

Nos últimos anos, o senador Jader Barbalho (PMDB) tem defendido a duplicação da Rodovia BR-316, entre Castanhal e Capanema, no Pará, junto aos principais representantes do Governo Federal, em Brasília. Jader sustenta que, com a economia de dispêndio de recursos nesse perímetro, logo após a concessão, a União poderá investir na duplicação da BR-316 de Castanhal até a divisa dos estados do Pará e Maranhão, trecho onde acontece o maior fluxo de veículos da Amazônia.

Para o senador paraense, os procedimentos para viabilizar a concessão estão sendo conduzidos de forma errada pelo Governo Federal desde 2014, quando Jader intensificou sua campanha pela inclusão do trecho rodoviário no Programa Nacional de Desestatização e no Programa de Investimento em Logística.

ATRASOS

“Publicações e republicações de editais entre os meses de março a novembro de 2016, renovando e dilatando prazos para entrega dos requerimentos”, lembra o senador. Os editais de chamamento foram publicados para apresentação de estudos de viabilidade técnica, para subsidiar a concessão. Os estudos são o primeiro passo para a realização do projeto de concessão e duplicação da BR-316.

(Luiza Mello/Diário do Pará)

Brasileiras relatam pânico em avião que pousou pouco antes do voo da Chape 31

30 de novembro de 2016 at 10:30

Adriano Wilkson

Da UOL,em S.Paulo

Acervo pessoal

Maysa Ramos e Hanna Pfeffer, turistas brasileiras em férias na Colômbia

Maysa Ramos e Hanna Pfeffer, turistas brasileiras em férias na Colômbia

Um voo comercial da empresa VivaColombia fez um pouso não programado no aeroporto José Maria Córdova, de Medellín, no mesmo horário em que o avião da Chapecoense se aproximava no local, no fim da noite da segunda-feira (28). O avião da VivaColombia, que tinha saído de Bogotá rumo à ilha de San Andrés, não chegou a seu destino por causa de uma emergência e precisou pousar no aeroporto mais próximo, justamente o de Medellin.

Já a aeronave da Chape, operada pela empresa boliviana Lamia, não conseguiu pousar e caiu minutos depois perto do aeroporto. Ainda não está claro se a emergência no voo comercial afetou de alguma forma o acidente que matou 71 pessoas, entre jogadores e funcionários do time brasileiro, além de jornalistas, convidados e tripulantes.

Havia pelo menos três brasileiros nesse voo. Apesar do susto, os passageiros estão bem e depois do contratempo conseguiram chegar a seu destino. “Nosso voo foi confuso e teve muita turbulência”, disse a assistente de compras Maysa Ramos, 27, que está de férias na Colômbia com a advogada Hanna Pfeffer, 26. “Em alguns momentos eu tive medo.”

As brasileiras contam que no meio do voo, o piloto entrou o contato com os passageiros informando sobre um “vazamento de gasolina” e dizendo que seria necessário fazer um pouso de emergência em Medellín.  Já no chão, os passageiros tiveram que esperar no avião por cerca de 45 minutos e depois foram levados a uma sala de espera no aeroporto.

Buscando por informações, as brasileiras ouviram de uma funcionária do aeroporto que o voo delas tinha recebido prioridade de pouso em relação ao avião que transportava a Chapecoense, que havia caído.

“A mensagem que ela passava era: a culpa foi do voo de vocês”, conta Maysa, que nasceu no Maranhão, mas vive em Uberlândia (MG). “Fiquei muito perplexa. Ela precisou me contar umas três vezes porque eu não estava acreditando. A gente sabia que o avião tinha caído, mas não conseguimos acreditar que tinha sido por culpa do nosso avião.”

“A policial informou que infelizmente eles não conseguiram pousar pois já estávamos na prioridade de emergência”, escreveu Maysa a seus amigos. “Eles tinham que esperar o meu avião chegar ao solo… Nessa espera, perderam o contato com a torre e o avião caiu. E se eles tivessem pousado primeiro? Talvez seria o nosso avião rodando no ar também sem gasolina! Foi um caos, ninguém sabe ao certo o que aconteceu, todo mundo com medo de pegar outro avião, criança chorando, pessoas gritando…”

As autoridades colombianas, porém, não confirmaram uma relação direta entre os dois casos.

“É certo que houve uma emergência com o avião da VivaColombia, mas essa ocorrência foi atendida antes do primeiro reporte da aeronave que trazia o time de futebol”, declarou à BBC o coronel Fredy Bonilla, secretário de segurança da Aeronáutica Civil da Colômbia.

Em nota, a VivaColombia confirmou a ocorrência, mas negou que o avião tenha “declarado emergência” à torre de controle do aeroporto. “Foram feitos os procedimentos autorizados, aprovados e indicados pela torre de controle”, afirmou a empresa.

Câmara altera pacote anticorrupção e inclui punição a juízes e promotores

30 de novembro de 2016 at 09:26

Do UOL, em São Paulo

Alan Marques/Folhapress

Presidente Rodrigo Maia durante votação do pacote com medidas anticorrupção

Presidente Rodrigo Maia durante votação do pacote com medidas anticorrupção

Aprovado por 450 votos contra 1 no início da madrugada desta quarta-feira (30), o texto-base do projeto de lei com o chamado pacote de medidas anticorrupção recebeu diversas alterações em sessão extraordinária, aberta logo na sequência e encerrada às 4h18 para apreciação de emendas e destaques. A polêmica a anistia à prática do caixa 2 não entrou no pacote. Entre as mudanças aprovadas está a inclusão no texto da possibilidade de juízes e promotores responderem por crime de abuso de autoridade. O texto segue agora para votação no Senado.

O argumento dos parlamentares para a aprovação da medida era que não poderia se admitir no país mais “privilégios a ninguém”. “Essa emenda permite que todos se comportem dentro da lei”, disse o líder do PC do B, Daniel Almeida (BA).

A emenda, apresentada pelo PDT, era alvo de críticas da força-tarefa da Operação Lava Jato e recebeu 313 votos a favor e 132 contrários (cinco deputados se abstiveram).

A decisão foi criticada, ainda na madrugada, pelo procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, que postou em sua conta no Twitter: “Está sendo aprovada a lei da intimidação contra promotores, juízes e grandes investigações”.

“Vai parecer uma retaliação ao Judiciário e aos membros do Ministério Público”, declarou o líder da Rede, Alessandro Molon (RJ). “É um erro, é inoportuno”, acrescentou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), criticando tal votação “na calada da noite”.

O relator do projeto, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), foi contrário à proposta e foi vaiado no plenário. “O objetivo inicial do pacote era combater a impunidade, mas isso não vai acontecer porque as principais ferramentas foram afastadas. O combate à corrupção vai ficar fragilizado e, com um agravante, que foi a essa intimidação dos investigadores”, disse.

Para constrangê-lo, o deputado Arthur Lira (PP-AL), chegou a mostrar um áudio onde Onyx defendia a aplicação de crime de responsabilidade para magistrados e membros do Ministério Público no período de análise do pacote na comissão especial.

Pela emenda apresentada, magistrados podem ser enquadrados por abuso de autoridade em pelo menos oito situações, entre elas, se “expressar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento”. A pena prevista é de seis meses a dois anos de prisão e multa.

Já no caso dos membros do Ministério Público, eles podem responder pelo crime se, entre outros motivos, promoverem a “instauração de procedimento sem que existam indícios mínimos de prática de algum delito”.

Além da “sanção penal”, os procuradores ou promotores estarão “sujeito a indenizar o denunciado pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado”.

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Onyx Lorenzoni criticou as alterações no projeto

Outras mudanças no projeto

O pacote foi apresentado originalmente à Câmara pelo MPF (Ministério Público Federal) como projeto de iniciativa popular, que contou com o apoio de mais de 2 milhões de assinaturas, e chegou à Câmara batizado como “10 medidas contra a corrupção”.

Mas, dele, foram mantidos apenas a criminalização do caixa 2 de campanha eleitoral, o aumento de punição para crime de corrupção (com crime hediondo a partir de 10 mil salários mínimos), a transparência para tribunais na divulgação de dados processuais e a limitação de recursos para protelação de processos.

Um ponto polêmico aprovado foi a retirada do texto do dispositivo chamado “reportante do bem”, de incentivo ao cidadão que queira relatar o cometimento de crimes ou irregularidades na administração pública. Votaram pela retirada 392 deputados, contra 36 que eram favoráveis à permanência do dispositivo.

O plenário também suprimiu do pacote o item referente à “ação de extinção de domínio”, que é um tipo de ação na Justiça que visa recuperar bens e valores desviados, antes da condenação final do réu, e a previsão de dar mais poder ao Ministério Público em acordos de leniência com pessoas físicas e jurídicas em atos de corrupção.

A responsabilização dos partidos políticos e dirigentes partidários por atos cometidos por políticos filiados às siglas também foi derrubada.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse, ao encerrar a sessão, tratar-se de uma decisão “democrática do plenário”. “Mesmo que não tenha sido o que alguns esperavam, isso foi o que a maioria decidiu”, afirmou. (Com Estadão Conteúdo).

Justiça decreta prisão de ex-prefeito de Terra Santa

29 de novembro de 2016 at 19:24

Réu também perdeu direitos políticos por cinco anos

Em sessão realizada na manhã desta terça-feira (29), a 2ª Câmara Criminal Isolada, do Tribunal de Justiça do Pará, decretou a prisão do ex-prefeito de Terra Santa, no Baixo Amazonas, Raimundo Carlos Figueiredo Bentes, após o réu ter recurso de apelação negado. O juiz de primeiro grau condenou, em novembro de 2009, o ex-gestor municipal a 6 anos de prisão, em regime semiaberto, e perda de direitos políticos por 5 anos, em razão do desvio de verbas públicas.

O relator da apelação, desembargador Ronaldo Valle, lembrou que o ex-prefeito havia sido condenado por várias irregularidades, entre elas, deixar de investir 60% do Fundo de Educação da Educação Básica (Fundeb) na capacitação do magistério, não ter repassado o valor retido do funcionalismo municipal ao Instituto de Previdência e ausência de processo licitatório e comprovante de empenho referentes a diversas Notas de Empenho.

O magistrado destacou ainda que em nenhum momento a defesa “questionou os fatos que levaram a condenação do réu”, mas somente a suposta “ausência de defesa técnica”, o que implicaria em anulação do processo. No entanto, após análise dos argumentos, o relator concluiu que o réu havia sido “devidamente instruído por advogado durante o curso da ação penal, tendo o referido profissional atuado em todos os atos processuais”, e que “foram rigorosamente observados os princípios de ampla defesa e do contraditório”.

O relator ressaltou que o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que “no processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”. Desta forma, o desembargador negou provimento ao recurso, determinando a prisão para o cumprimento imediato da pena

Veja os mandados do afastamento do Prefeito e secretário de Tracuateua

29 de novembro de 2016 at 19:17

Foto 1- Mandado de afastamento do Prefeito Aluisio Barros

Foto 2 – Mandado de afastamento do Secretário de educação José Júnior de Sousa Barros

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Leia transcrições de diálogos gravados por Marcelo Calero

29 de novembro de 2016 at 16:46

Ex-ministro da Cultura gravou conversas com autoridades, entre elas Temer.
Calero pediu demissão dia 18, acusando ex-ministro Geddel de pressioná-lo.

Andreia Sadi

Da GloboNews, em Brasília

O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, antes de pedir demissão do cargo, no último dia 18, gravou diálogos com autoridades do governo. A GloboNews teve acesso às transcrições desses áudios.

Os áudios foram entregues por Calero à Polícia Federal, e remetidos, na noite desta segunda-feira (28), ao Supremo Tribunal Federal.

Calero pediu demissão acusando o então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que também já deixou o cargo, de pressioná-lo para liberar a obra de um prédio em Salvador (BA) no qual Geddel tem um apartamento.

Ao Fantástico (TV Globo), Calero confirmou que havia gravado diálogos com autoridades do governo, mas acrescentou que não poderia confirmar os “interlocutores”. Ele adiantou, porém, que também havia gravado uma conversa “protocolar” com o presidente da República, Michel Temer.

Transcrições
Leia abaixo a transcrição de uma conversa entre Calero e Temer:

Marcelo Calero: Oi, presidente.
Michel Temer: Oba. Oi, Marcelo, tudo bem, Calero?
Marcelo Calero: Como vai o senhor, tudo bem?
Michel Temer: Bem, graças a Deus.
Marcelo Calero: Maravilha.
Michel Temer: Então…
Marcelo Calero: Eu fiz uma reflexão muito grande de ontem pra hoje e agradeço…
Michel Temer: Pois não…
Marcelo Calero: … muito por o… por senhor ter insistido, mas eu realmente…
Michel Temer: …Hum…
Marcelo Calero: …quero pedir minha demissão e quero que o senhor aceite, por gentileza, porque eu não me vejo mais com… com condições e espaço de estar no governo.
Michel Temer: Interessante.
Marcelo Calero: É… então, assim…
Michel Temer: Tudo bem. Se você não… se é sua decisão, viu, o Calero, tem que respeitar. Ontem acho que até fui um pouco inconveniente, né? Insistindo muito pra você… pra você permanecer é.. confesso que não vejo razão pra isso mas você terá as suas razões.
Marcelo Calero: Sem dúvida.

No diálogo abaixo, o secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, discute com Calero a situação do imóvel de Geddel.

Gustavo Rocha: É, eu… eu tô te ligando que… é… eu tô dando entrada com pedido protocolar. [Vou] protocolar o recurso lá no Iphan.
Marcelo Calero: Tá.
Gustavo Rocha: Vou protocolar uma cópia aí.
Marcelo Calero: Tá. Mas eu… eu… eu até falei com o presidente, Gustavo, eu não quero me meter nessa história não.
Gustavo Rocha: É, e o que ele me falou pra… pra falar era, “veja se ele encaminha, e num precisa fazer nada, encaminha pra AGU”. Falou isso comigo ontem, né? Aí eu falei “não, eu falo isso com ele”.
Marcelo Calero: Bom… tá, eu vou… eu vou fazer uma reflexão aqui, Gustavo. Agora, mudando de assunto, Ancine, é… eu pedi uma correção pro texto que me chegou hoje de manhã e… eu tô dependendo da velocidade aqui do nosso jurídico…

Após a divulgação da transcrição, a Casa Civil divulgou a seguinte nota de Gustavo Rocha: “Na conversa com o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, somente disse que iria encaminhar recurso ao Iphan, de autoria de outro advogado, que fora deixado equivocadamente em meu gabinete. O ministro havia dito que não tomaria nenhuma decisão, mesmo tendo competência para isso. Por isso, usei a expressão ‘dando entrada’. Contudo, jamais se deu seguimento a tal ação, já que o recurso foi devolvido a seu autor.”

Juiz afasta Prefeito e Secretário de Educação de Tracuateua.

29 de novembro de 2016 at 15:22

tracuateuaO Prefeito Aluísio Barros e seu irmão José Júnior de Sousa Barros secretário de educação, acabam de ser afastados pelo Exmº Sr. Juiz da Comarca de Bragança. Maiores detalhes no decorrer.

Paraense é uma das vítimas de acidente aéreo

29 de novembro de 2016 at 09:10
Paraense é uma das vítimas de acidente aéreo  (Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

O paraense Lucas Gomes, 23 anos, é uma das vítimas do acidente envolvendo o avião da Chapecoense. O jovem atacante é natural da Montenegro, município de Bragança. Uma fonte acabou de confirmar que a diretoria da Chapecoense entrou em contato com a família para confirmar que Lucas está entre as vítimas.

Lucas no momento do embarque para a Colômbia (Foto: Reprodução)

Avião da Chapecoense sofre acidente em viagem para a Colômbia 2

29 de novembro de 2016 at 05:30

Do UOL, em São Paulo (SP)

Reprodução/Twitter

Primeiras imagens do avião da Chapecoense que se acidentou na Colômbia

Primeiras imagens do avião da Chapecoense que se acidentou na Colômbia

O avião que transportava a delegação da Chapecoense, para Medellín, local do primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana, desapareceu do radar e sofreu um acidente em Cerro Gordo, nas cercanias da cidade de La Unión. As informações foram confirmadas pelo próprio aeroporto da cidade colombiana.

Quatro ambulâncias se deslocaram para o local, e habitantes também auxiliaram nos primeiros socorros. De acordo com comunicado emitido por volta das 4h30 (de Brasília) pelo Aeroporto José Maria Córdova, seis pessoas foram resgatadas até o momento.

As ambulâncias com os primeiros feridos chegaram ao Hospital San Juan de Dios de La Ceja por volta das 5h (de Brasília). O trabalho de resgaste foi suspenso por volta das 6h (de Brasília) por causa das condições adversas meteorológicas, já que chove muita na região.

O primeiro sobrevivente a ser atendido no hospital foi o lateral esquerdo Alan Ruschel, que chegou consciente ao local e conversando com os funcionários do local. Posteriormente, hospitais da região informaram que os goleiros Danilo e Follmann também estão entre os sobreviventes.

“Há alguns jogadores que sobreviveram. Machucados, mas sobreviveram. Trabalho agora é de superar as dificuldades do caminho para trazê-los aqui”, disse Kaleth Gutierrez, capitão do Corpo de Bombeiros. “São muitos sobreviventes”, destacou, em entrevista à Rádio 730.

Os bombeiros do local transportaram 15 feridos até o momento – os encontrados em pior estado e dos quais conseguiram acesso. A região do acidente é isolada, o terreno montanhoso e as péssimas condições do tempo dificultam o trabalho de resgate.

O avião de matrícula CP2933 * transportava 81 pessoas; entre tripulação, jogadores, comissão técnica, diretoria e jornalistas. A delegação brasileira viajava rumo a Medellín, cidade na qual a Chapecoense iniciaria nesta quarta-feira a briga pelo primeiro título continental diante do Atlético Nacional.

Reprodução/Twitter

Ainda não há informações concretas sobre os feridos

A Aerocivil colombiana também se pronunciou sobre o acidente. “Uma aeronave procedente da Bolívia, da empresa Lamia e com matrícula SP2933 RJ 80, se acidentou em Cerro El Gordo (…), com 72 passageiros, da equipe Chapecoense (Brasil), e 9 tripulantes a bordo”, emitiu, em nota, a organização.

“Os organismos atendem neste momento a situação e procedem o traslado dos feridos a diferentes centros assistenciais da região. Pessoas da Aeronáutica Civil já instalou um Posto de Mando Unificado no Centro de Operações Aéreas no Aeroporto José Maria Córdová de Rionegro para atender a situação”, acrescenta, a nota.

Autoridade local, o Coronel da Aeronáutica Civil colombiana Fredy Bonilla prefere manter a cautela ao falar sobre o assunto. “Não podemos falar em mortes. E há a confiança de que podemos resgatar pessoas com vida.”

A diretoria da Chapecoense teve a mesma postura em relação ao acidente. De acordo com o ice-presidente Ivan Tozzo, o clube irá aguardar informações oficiais para se pronunciar.

“Em função do desencontro das notícias que chegam das mais diversas fontes jornalisticas, dando conta de um acidente com a aeronave que transportava a delegação da Chapecoense, a Associação Chapecoense de Futebol, através de seu vice-presidente Ivan Tozzo, reserva-se o direito de aguardar o pronunciamento oficial da autoridade aérea colombiana, a fim de emitir qualquer nota oficial sobre o acidente. Que Deus esteja com nossos atletas, dirigentes, jornalistas e demais convidados que estão junto com a delegação”, disse o clube.

O avião da Chapecoense saiu de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, rumo a Medellín na noite desta segunda-feira. Informações da imprensa colombiana apontam a falta de combustível como motivo para o acidente.

O Atlético Nacional se pronunciou sobre o acidente ainda na madrugada desta quarta-feira. “Atlético Nacional lamenta profundamente e se solidariza com a Chapecoense pelo acidente ocorrido e espera as informações das autoridades”, escreveu o clube na conta oficial do Twitter.

A Conmebol anunciou o cancelamento da final da Copa Sul-Americana, que teria o primeiro jogo disputado nesta quarta-feira.