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Acusada de matar marido pode pegar até 33 anos

28 de novembro de 2016 at 11:53

Acusada de matar marido pode pegar até 33 anos (Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Quatro anos e meio depois de chocar o país, um dos crimes mais violentos da história policial brasileira pode ter um veredicto esta semana, em São Paulo.

Desde as 8h30 (horário de Belém) desta segunda-feira (28) ocorre o julgamento de júri popular de Elize Matsunaga, 34 anos, acusada de matar, esquartejar e ocultar o corpo do marido, o empresário Marcos Matsunaga, 42, em maio de 2012. Ela está presa desde aquele ano na Penitenciária do Tremembé, e, se condenada à pena máxima pedida pela acusação, pode pegar até 33 anos de reclusão –30 por homicídio triplamente qualificado e três por ocultação e destruição de cadáver.

A previsão do Tribunal de Justiça de São Paulo é que o julgamento dure até cinco dias, principalmente em função do número de testemunhas arroladas, 20 –dez da defesa e dez da acusação. Outras duas testemunhas podem ser ouvidas, no caso, dois peritos.

O caso

O crime aconteceu no apartamento do casal, em 19 de maio de 2012, na Vila Leopoldina, zona oeste da capital. Sacos com partes do corpo do empresário começaram a ser encontrados dois dias depois em Cotia, na Grande São Paulo, pela GCM (Guarda Civil Metropolitana). O empresário era um dos sócios do grupo alimentício Yoki.

As investigações começaram com a suspeita de sequestro, mas, com a descoberta das partes do corpo, chegaram a Elize, que disse ter conhecido o empresário por meio de um site de relacionamentos. Dias depois de ser presa, ela confessou ter matado o marido com um tiro e o esquartejado, sob a alegação de ter agido em desespero, já que Matsunaga a maltrataria, a trairia com uma prostituta e a ameaçaria com a separação e a tomada da guarda da filha única do casal.

Versões

Para o Ministério Público, Elize matou o marido porque o casamento deles já estaria “arruinado”, e, com a morte do empresário, ela ficaria com a guarda da filha – única herdeira do marido.

“Ela agiu por vingança, pois tinha prévio conhecimento de que o Marcos estava saindo com outra pessoa. Isso não é só percepção: eles dormiam em quartos separados, o casamento estava arruinado, e a mim ficou claro que o desaparecimento dele resolvia dois problemas: ela se livraria do ódio com que estava e ficaria com a guarda natural da filha, que era a herdeira, então, ficaria com a herança – que era 30 vezes mais que a pensão que ela receberia caso se separassem”, afirmou o promotor de justiça José Carlos Cosenzo.

O MP vai defender que o homicídio teve três qualificadoras: motivo torpe, uso de recurso que impossibilitasse a defesa da vítima (no caso, um tiro) e meio cruel, já que, para a acusação, o empresário foi esquartejado ainda vivo. Conforme o promotor, isso estaria provado tecnicamente pela autópsia, que descobriu sangue nas vias respiratórias e no pulmão, situação comum, por exemplo, com a degola.

Já a advogada Roselle Soglio, que defende Elize, declarou que a defesa argumentará contra as três qualificadoras apresentadas pela acusação. “O promotor quer colocar a ré como uma mulher cruel, ou que não prestava, e nada disso é verdade. Basta ler o processo para entender que ela era uma mãe dedicada e uma mulher incrível, mas que, com o desenrolar de uma briga, acabou resultado nisso”, disse.

Segundo a advogada, Elize, que tem bom comportamento e trabalha no setor de costura do presídio, “está muito ansiosa” pelo júri.
“Ela quer demais que esse julgamento aconteça a partir desta segunda, e quer principalmente que as pessoas entendam o ato praticado por ela e que a verdade seja dita”, finalizou.

DOL (Com informações do portal UOL)

Erro faz nº de celular funcionar em duas operadoras diferentes

28 de novembro de 2016 at 10:22

 

Erro faz brasileiro ter o mesmo nº de celular em duas operadoras diferentes, na Vivo e na Claro. (Foto: G1)Erro faz brasileiro ter o mesmo nº de celular em duas operadoras diferentes, na Vivo e na Claro. (Foto: G1)

Um erro de empresas de telefonia fez um cliente ter o mesmo número de celular que funcionasse em duas operadoras, Vivo e Claro, as duas maiores empresas do segmento no Brasil. A falha permite que dois celulares diferentes recebam ao mesmo tempo ligações desse número, conforme presenciado pela reportagem do G1. Só que o consumidor, que só queria deixar de ser cliente de uma empresa para passar a ser de outra, agora terá de arcar com duas contas de companhias diferentes mas referentes ao mesmo número.

“Quando alguém liga, às vezes toca no [número da] Vivo, às vezes toca no Claro, às vezes toca nos dois ao mesmo tempo”, conta Bruno Ribeiro, bacharel em direito de 29 anos, que mora em Lambari (MG), e é o dono da linha telefônica problemática.

A Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), que transfere linhas entre operadoras, diz que a portabilidade foi realizada com sucesso. E que é a empresa de onde Ribeiro saiu, no caso a Vivo, que deve desligar o número. A Claro diz não ter identificado irregularidades.

Apesar de não constatar problemas quando foi contatada por Ribeiro, a Vivo reconheceu que o erro foi dela, após ser procurada pelo G1. Afirmou, no entanto, ser uma falha isolada e não sistêmica. Prometeu ainda colocar um ponto final na questão sem “ônus”. “Em relação à desativação do serviço, a empresa informa que este é um caso pontual e que está tomando as providências para regularizar a situação no menor prazo possível, sem ônus para o cliente.” Até a publicação deste texto, no entanto, o número ainda estava duplicado.

Número duplicado
Ribeiro conta que o imbróglio começou em 29 de outubro, quando ligou para o call center da Vivo com a intenção de reclamar da falta de cobertura da internet. Após discutir com um atendente, diz ter o plano pós-pago transformado em pré-pago, sem sua anuência. Segundo a Vivo, em resposta à reportagem, “não há registro de migração para um plano pré-pago”.

Insatisfeito com a situação, Ribeiro resolveu migrar o celular para a Claro. Segundo a ABR Telecom, responsável pela portabilidade numérica, a linha passou a fazer parte da rede da operadora às 8h01 de 9 de novembro deste ano.

Dias depois, antes de jogar fora o chip da Vivo antigo, Ribeiro resolveu testá-lo em outro celular. Descobriu que o número, agora integrado como pós-pago à rede da Claro, ainda podia ser usado como se fosse da Vivo. Para piorar, Ribeiro consultou sua situação cadastral junto à Vivo e constatou que voltara a ter uma conta pós-paga da operadora. Ou seja, em dezembro, terá de arcar com duas faturas do mesmo número de celular.

Portabilidade
Ribeiro tentou, sem sucesso, resolver o problema. Foram 23 ligações ao call center da Vivo. “Quando eu ligo na Vivo, recebo os protocolos nos dois celulares”, ri da situação. Depois disso, ainda acionou a Vivo nesta quinta-feira (24) pelo portal do governo federal voltado a conflitos de consumo. A empresa informou que a portabilidade fora concluída e o número já não estava em suas bases.

Não foi isso o que ocorreu com Ribeiro por, pelo menos, 20 dias. Segundo a ABR Telecom, as transferências numéricas são efetivadas em até três dias úteis. A possibilidade de migrar um número telefônico de uma operadora para outra no Brasil completou oito anos em outubro deste ano. Nesse período, foram alvo de portabilidade 33,5 milhões de linhas, das quais 12,41 milhões de telefones fixos e 21,4 milhões de celulares.

 

José Dirceu recebe dentro da cadeia intimação de cobrança da Receita

28 de novembro de 2016 at 10:10
Hedeson Alves – 31.ago.2015/Efe
O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu é conduzido por agentes da PF em Curitiba em 2015
O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu é conduzido por agentes da PF em Curitiba em 2015

O ex-ministro José Dirceu recebeu intimação recentemente da Receita Federal dentro da cadeia. Ele foi autuado mais uma vez pelo leão.

FACHADA
A Receita quer agora cobrar imposto sobre as supostas propinas recebidas por Dirceu por meio de sua empresa de consultoria e do escritório de advocacia do qual ele era sócio. O princípio é de que as duas pessoas jurídicas foram usadas para ocultar “renda” da pessoa física.

REAL
Na defesa já apresentada por Dirceu, ele alega que só a Justiça pode dizer se o que recebeu era ou não propina. O petista diz que prestou todos os serviços de forma regular e recolheu os impostos. Os auditores querem que ele pague mais de R$ 10 milhões.

SEGUNDO TEMPO
O argumento de que ao menos parte dos impostos já foi paga, e deve ser descontada do total, pode ser aceito pelos auditores. Num primeiro momento, no entanto, Dirceu foi autuado como se nada houvesse sido saldado.

Criminosos invadem restaurante e causam pânico

27 de novembro de 2016 at 21:52
Criminosos invadem restaurante e causam pânico (Foto: DOL)

(Foto: DOL)

Bandidos armados invadiram na tarde deste domingo (27) uma peixaria na Travessa Almirante Wandenkolk, no bairro do Umarizal em Belém.

Segundo as informações de clientes que estavam no local e que não quiseram ser identificados, ao menos três homens invadiram o estabelecimento e anunciaram o assalto por volta das 14h30. Em seguida, levaram diversos pertences das vítimas, entre celulares, relógios e bolsas.

Houve pânico quando um dos clientes reagiu e entrou em confronto com um dos assaltantes.

De acordo com depoimentos colhidos pela Polícia Militar, um dos bandidos tentou arrancar um celular da mão do filho de uma das vítimas, que, não compreendendo a gravidade da situação, segurou o braço do criminoso.

Ao perceber a reação do filho, o pai se desesperou e tentou conter o assaltante, travando luta corporal com o criminoso, que tentou efetuar disparos, mas a arma falhou.

Agente de saúde do Pará recebeu R$ 118 mil mensal

27 de novembro de 2016 at 21:46
Agente de saúde do Pará recebeu R$ 118 mil mensal (Foto: reprodução)

(Foto: reprodução)

Nos últimos dez anos, cresceu 3,5 vezes o número de funcionários públicos que receberam salários acima do teto constitucional, segundo reportagem do Estadão publicada neste domingo (27).

Em 2015, por exemplo, cerca de 13,1 mil servidores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário obtiveram remunerações salariais maiores que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que era de R$ 33.763.

Ao todo, 54 servidores receberam os maiores salários – média de R$ 100 mil mensais, três vezes mais do que é permitido pela Constituição – e o maior de todos era o de um agente de saúde lotado no Poder Legislativo do Pará, com remuneração mensal de R$ 118 mil.

Fruta amazônica pode tratar Alzheimer

27 de novembro de 2016 at 09:45

Fruta amazônica pode tratar Alzheimer  (Foto: Divulgação )

(Foto: Divulgação )

Uma fruta da Amazônia pode ajudar no tratamento de uma doença que atinge 1 milhão de pessoas no Brasil: o Alzheimer. O camapu (Physalis angulata) é característico da região e é estudado pelo Grupo de Pesquisa de Bioprospecção de Moléculas Ativas da Flora Amazônica, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os pesquisadores descobriram que suas propriedades estimulam o crescimento de neurônios no hipocampo cerebral, região do cérebro associada à memória, podendo ajudar no tratamento da doença.

Com a produção de novos neurônios, estimulados pela substância, é provável que haja conexões entre as células do cérebro, o que poderia produzir reversão da perda de memória recente, característica comum em doentes de Alzheimer. Os cientistas também apostam que, ao usar o camapu, também seja possível uma reversão da morte neural, muito comum em pacientes que apresentam depressão. O grupo de pesquisas agora tenta convencer a indústria farmacêutica da viabilidade da droga.

Acidental

Os responsáveis pela pesquisa já entraram com o pedido de patente das substâncias e ação farmacológica nos mercados nacional e internacional. “Estamos falando da criação de novos neurônios, algo que não era possível há um tempo atrás”, diz Milton Nascimento da Silva, integrante do grupo. A pesquisa foi iniciada em 2011 e Milton compara os resultados obtidos com os de Alexander Fleming, médico escocês que, acidentalmente, descobriu a penicilina. Foi o que aconteceu, com o extrato da fruta, quando a professora Gilmara Bastos, integrante do grupo, testava o extrato em laboratório visando a atividade anti-inflamatória e descobriu as propriedades benéficas ao cérebro. Com a eficácia e a eficiência da droga comprovadas, os pesquisadores aguardam a 2ª da pesquisa que, segundo o professor Milton Nascimento, é a saída da área acadêmica para a análise de órgãos fiscalizadores e a indústria.

Novos estudos com a planta e testes clínicos em pacientes serão feitos 

Apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito nessa 2ª fase do projeto. No momento, os pesquisadores estão trabalhando para oferecer mais subsídios que vão agregar valor à pesquisa. Depois de comprovados os efeitos da droga, ainda é preciso pesquisar a capacidade produtiva da planta e sua plantação.Milton Nascimento afirma que o processo se torna ainda mais delicado por se tratar de um produto natural complexo, difícil de ser sintetizado. “Hoje, estamos fazendo o estudo de viabilidade, com o intuito de saber quanto material orgânico pode ser gerado por hectare plantado”, exemplifica o professor. Segundo Gilmara Bastos, os testes já estão sendo feitos em ratos de laboratório. O próximo passo serão os testes clínicos, ainda sem prazo definido.

Para entender

O Alzheimer

É uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas que pode ser tratada. Quase todos os doentes são pessoas idosas. A doença se apresenta como demência ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família. Estima-se que existam no mundo cerca de 35 milhões de pessoas com Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1 milhão de casos.

Fidel era paraense, defende pesquisador

26 de novembro de 2016 at 23:51

Uma das figuras mais importantes do século 20, o líder cubano Fidel Castro, que morreu nesta madrugada, aos 90 anos, em Cuba, pode ter nascido no Brasil. Mais precisamente, na cidade de Tracuateua, nordeste do Pará.

A teoria é do pesquisador Edilson Silva Oliveira.  Segundo afirma, Ángel Castro chegou ao município paraense no início da década de 20. Na cidade, trabalhou como barqueiro e conheceu Delphina Smith, uma descendente de alemães, com quem se casou e teve um filho chamado Fidel. A família se mudou para Iquitos, na região amazônica do Peru.

Presidente assume articulação para salvar PEC do Teto 3

26 de novembro de 2016 at 19:44

Estadão Conteúdo

Brasília – O pedido de demissão do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) foi a saída encontrada pelo Palácio do Planalto para tentar salvar o governo da crise política, que se agravou na última semana. O presidente Michel Temer deve escolher nas próximas horas o substituto de Geddel, seu amigo há quase 30 anos, e disse a aliados que ele próprio fará a coordenação política para a votação da PEC do Teto, considerada fundamental para o ajuste e a recuperação da economia.

Articulador político com o Congresso, o ministro sai do governo às vésperas da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos, marcada para terça-feira no plenário do Senado.

Para tentar virar a página da crise, auxiliares de Temer têm minimizado o impacto nas votações no Congresso e dizem acreditar que a saída de Geddel ajudará a pacificar a crise. “Não é que acabe, mas acalma”, disse um interlocutor do presidente.

A operação para entregar a cabeça de Geddel foi articulada ainda na quinta-feira, após a divulgação do depoimento do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero à Polícia Federal, no qual ele dizia ter sido “enquadrado” por Temer para atender aos interesses do chefe da Secretaria de Governo. A pressão seria para liberar a construção de um prédio nos arredores de área tombada, em Salvador.

Em reunião de emergência convocada por Temer com auxiliares, na noite de quinta-feira, a situação de Geddel – que já havia viajado para a Bahia – foi considerada insustentável. Houve, a partir daí, intensa troca de telefonemas com o ministro. “É tudo pior do que parece”, disse um dos auxiliares do presidente.

Durante a semana, Temer conversou diversas vezes com Geddel e, em pelo menos duas ocasiões, sugeriu que a ele que deixasse o cargo para se defender das denúncias, mas o então ministro recusou.m sua carta de demissão, ele reconheceu que “avolumaram-se as críticas”, trazendo sofrimento a seus familiares.

Quem me conhece sabe ser esse o limite da dor que suporto. É hora de sair”, escreveu ao presidente, a quem chamou de “fraterno amigo”. O agora ex-ministro pediu desculpas e disse que diante “da dimensão das interpretações dadas” fez uma “profunda reflexão” sobre o quadro. ‘Indignado’. Além de administrar a saída do ministro baiano, Temer também confidenciava aos interlocutores decepção com a atitude do ex-titular da Cultura. “O presidente estava muito indignado. Dizia sempre que este não é seu estilo, que ele não é uma pessoa de enquadrar ninguém”, afirmou um auxiliar.

O presidente teria dito, inclusive, que a atitude “do rapaz” foi de uma “monstruosa deslealdade”. Alguns auxiliares de Temer avaliam que o governo subestimou o grau de desconforto de Calero. “Acharam que era uma bobagem, mas virou uma crise grande para o governo”, avaliou um aliado.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, foi um dos escalados para intermediar o conflito e, além de não conseguir arrefecer a crise, é agora um novo foco de preocupação, já que também foi gravado por Calero, que o acusa de pressioná-lo.

Para tentar virar a página da crise, auxiliares de Temer têm minimizado o impacto nas votações no Congresso e dizem acreditar que a saída de Geddel pacifica um pouco a crise. “Não é que acabe, mas acalma”, disse um interlocutor próximo do presidente.

O ex-ministro Romero Jucá, que deixou a pasta apenas 12 dias depois de assumir o Planejamento por conta de gravações que sugeriam que ele queria “estancar a sangria” e paralisar a Lava Jato, é um dos personagens que pode ajudar o governo a conseguir manter a sua agenda no Congresso. Jucá, que é tido como um ministro informal desde que deixou o cargo, tem uma articulação fundamental com os senadores e pode ajudar a manter o calendário da PEC como quer o governo.

A definição do novo nome da pasta deve sair na semana que vem. “Neste final de semana, certamente, ele vai ouvir muitas pessoas”, afirmou um auxiliar, ressaltando que Temer “não gosta de esperar muito tempo” para solucionar os problemas. “Ele não pode repetir o o erro de escolher alguém que tenha menção ou envolvimento com Lava Jato ou qualquer parlamentar que esteja sob suspeita”.

O presidente Michel Temer captou a gravidade da crise e decidiu reagir, aceitando (ou induzindo?) o pedido de demissão do secretário de Governo, Geddel Vieira Lima, e negando peremptoriamente que tenha tentado “enquadrar” 0 ex-ministro da Cultura Marcelo Calero. “Ora vejam, quem me conhece sabe que eu não sou de sair ‘enquadrando’ ninguém. O que eu falei a ele foram coisas absolutamente normais”.

Temer lamenta que “um episódio menor” – o embargo a um prédio em área histórica de Salvador, no qual Geddel tem um apartamento – tenha gerado tanta tensão política. Ele confirma a versão de Calero para a Polícia Federal sobre as duas conversas que teve com Calero antes que este pedisse demissão e diz que, de fato, recomendou que procurasse a Advocacia Geral da União (AGU), órgão adequado para agir nesse tipo de conflito. Só rebate que tenha tido “algum tipo de enquadramento”.

“Disputas entre ministros é a coisa mais natural, vive acontecendo. Não sei por que esse rapaz (Calero) reagiu dessa forma”, diz o presidente, confirmando que insistiu para que ele permanecesse na Cultura e supondo que o ex-ministro tenha agido por influência de “amigos do Rio de Janeiro”.

Segundo Temer, “há fortes rumores” de que Calero tenha gravado conversas com ele, com Geddel e com o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, mas disse que não recebeu nenhuma confirmação disso. “Se eu perguntar para a Polícia Federal, já vão dizer que é pressão. Veja como são as coisas.” Ele, porém, diz que torce para que haja gravações mesmo, “para comprovar que não houve nada demais, foram conversas normais”.

O presidente está agora às voltas com a escolha de um novo nome para substituir Geddel, que ocupa uma função chave, a de articulação política com o Congresso, num momento em que o governo precisa aprovar a PEC do Teto de Gastos, espinha dorsal da política econômica, e está às vésperas de encaminhar a reforma da Previdência.

“Tem de ser alguém que não esteja metido com nada de nada”, disse, num tom próximo à ironia. Mas, de qualquer forma, diz ter certeza de que a crise Geddel e o envolvimento do seu nome não irão afetar negativamente as votações: “Efeito zero”.

A oposição anuncia que pretende entrar com um pedido de impeachment contra Temer, mas ele, que já presidiu a Câmara quatro vezes, diz que considera isso “absolutamente normal”: “Eles estão no papel deles$escape.getQuote().A queda de Geddel ocorre uma semana após a saída do titular da Cultura. Na avaliação de interlocutores do presidente, porém, esta foi a demissão que ele mais sentiu porque atinge o “núcleo duro” do Planalto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Coletor menstrual é redescoberto por mulheres

26 de novembro de 2016 at 19:23

Coletor menstrual é redescoberto por mulheres (Foto: Divulgação)

Tópico virou tema de troca de informação entre mulheres que buscam uma opção aos absorventes higiênicos tradicionais (Foto: Divulgação)

Em busca de praticidade e bem-estar durante o período menstrual, algumas mulheres têm optado pelo uso do coletor menstrual em vez dos tradicionais absorventes higiênicos. Mas o uso ainda pode causar dúvidas, já que muita gente nunca ouviu falar dos coletores, apesar desse tipo de instrumento existir desde a década de 1930. Para quem ainda não sabe do que se trata, o coletor é como um copinho, feito de silicone tratado para prevenir alergias e infecções, que é colocado na entrada da vagina e coleta o fluxo da menstruação por seis ou até doze horas, para que ele seja descartado. O coletor, então, deve ser lavado e higienizado com água e sabão.

A estudante de cinema Laís Rupf, de 19 anos, optou pelo coletor por conta do fluxo de sua menstruação ser muito intenso nos primeiros dias, o que a fazia trocar de absorvente com muita frequência durante o dia, além de ter vazamentos constantes. Ela conheceu o produto por meio de grupos na internet e, já incomodada com os absorventes, resolveu experimentar.

“Melhorou bastante a sensação de bem estar, me sinto sequinha o dia inteiro, sem preocupação com vazamentos por pelo menos quatro ou seis horas, dependendo do fluxo. Então, dá para assistir a uma aula demorada sem precisar ir ao banheiro tranquilamente, ou usar qualquer roupa sem se preocupar se vai marcar ou aparecer nada e o melhor para mim é poder observar como está o fluxo, se tem algo errado”, comenta sobre sua experiência.

A estudante Bruna Rodrigues também optou pelo coletor e no início chegou a estranhar, mas decidiu apostar no produto, que ela considerou ser mais econômico – o custo médio é de R$ 80, mas ele pode durar até 10 anos. Ela conta ainda que não teve mais problemas de saúde causados pelos absorventes, como assaduras e infecções.

“Estranhei e demorei quatro ciclos para me adaptar, porque no começo vazava. Aí eu descobri que eu inseria errado! Depois que aprendi a colocar corretamente não tive mais nenhum problema. Nunca mais quero usar absorvente, pelo menos não na menstruação. Só uso absorvente quando tenho que usar algum creme vaginal, porque nesse caso não dá para substituir pelo coletor”, comenta.

Mulher diz ter sido agredida em bar em Belém

26 de novembro de 2016 at 19:11

Um caso de agressão ocorrido na noite desta sexta-feira (25), dentro de uma cervejaria em um shopping de Belém, foi relatado pela vítima no Facebook. Na publicação, a denunciante mostra que também registrou um boletim de ocorrência na delegacia.

De acordo com o alvo da agressão, Eliene Chucre Albuquerque, a confusão teria começado na fila do caixa da cervejaria quando um homem foi acusado de ter passado a mão em uma das clientes. A postagem foi feita na tarde deste sábado (26). Ela se mostra indignada com a situação e reclama de uma suposta omissão dos seguranças do local.

Veja o post completo da denunciante do caso, publicado na rede social:

Conforme citou a vítima, ela foi atingida com uma lata de cerveja no pescoço e mesmo pedindo ajuda aos seguranças não obteve auxílio, o que a deixou ainda mais revoltada.

O proprietário da Cervejaria, Celestino Alves, afirmou que no primeiro momento ia apurar o caso para falar a respeito da situação.

Em nota, o Shopping Bosque Grão-Pará informa que o estabelecimento citado por Eliene Chucre Albuquerque é uma das lojas que fica dentro das dependências do shopping, porém o problema relatado pela cliente aconteceu no interior da loja, que tem equipe de segurança própria. O Bosque Grão-Pará enfatiza que está a disposição para contribuir com as autoridades competentes, caso imagens ou relatos sejam solicitados.

Na postagem, Eliene Chucre afirmou ainda que além de registrar ocorrência, fez exame de corpo e delito no Instituto Médico Legal (IML).

(DOL)