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PTB decide indicar nesta semana novo nome para o Ministério do Trabalho

20 de fevereiro de 2018 at 09:25

PAINEL

eu pra ti O PTB vai indicar um novo nome para o ministério do Trabalho, substituindo Cristiane Brasil (RJ). Estão no páreo os deputados Sérgio Moraes (RS), Jorge Corte Leal (PE) e o ex-senador Wilson Santiago (PB).

Após intervenção no Rio, cúpula do DEM dá candidatura de Temer como certa

20 de fevereiro de 2018 at 08:30

PAINEL

Foi-se Depois da intervenção no Rio, a cúpula do DEM dá como certa a candidatura de Michel Temer à reeleição. Ao se apropriar da pauta da segurança, dizem integrantes da sigla, o presidente abraçou parte importante do discurso de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Tudo é lucro Um ministro do governo define o que a intervenção no Rio significa para o presidente: “Só se perde o que se tem, não é? Se der certo, ele sai do corner. Se der errado, fica na mesma”.

Dia do fico Diante da possibilidade de o MDB ter candidato próprio, o Planalto vai patrocinar a permanência do senador Romero Jucá (RR) no comando do partido. A sigla desistiu de sua convenção nacional. Fará, na quarta (21), apenas uma reunião da Executiva para referendar a manutenção dele no posto.

Câmara aprova decreto de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro

20 de fevereiro de 2018 at 05:05

Medida, aprovada pelos deputados por 340 votos a 72, ainda precisa de aprovação pelo Senado para valer até o fim de 2018. Previsão é de que senadores analisem texto nesta terça.

 Por Bernardo Caram e Fernanda Vivas, G1 e TV Globo, Brasília

   Câmara aprova intervenção federal na segurança pública do Rio

Câmara aprova intervenção federal na segurança pública do Rio

Após mais de sete horas de sessão, a Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta terça-feira (20) o decreto que autoriza a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O texto foi aprovado por 340 votos a 72 (além de uma abstenção) e segue agora para a análise do Senado.

A previsão é de que a medida seja analisada pelos senadores já nesta terça, em sessão prevista para ter início às 16h.

Na última sexta (16), o presidente Michel Temer assinou o decreto de intervenção, que passou a vigorar de maneira imediata, mas só poderá ter continuidade se for aprovado pela Câmara e pelo Senado.

O decreto estabelece que a medida vai durar até 31 de dezembro deste ano. Nesse período, o general do Exército Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste, será o interventor no estado e terá o comando da Secretaria de Segurança, Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e do sistema carcerário no estado do Rio.

Tramitação

A análise do decreto, em regime de urgência, foi feita diretamente no Plenário da Câmara, sem passar por comissões. Os deputados não puderam propor emendas, modificando o que o presidente Michel Temer determinou no documento.

Na sessão, a relatora Laura Carneiro (PMDB-RJ) leu parecer pela aprovação do texto e defendeu que o governo apresente um projeto complementar para destinar recursos federais às operações no Rio.

“Ao se referir aos recursos federais, o decreto trouxe um termo absolutamente genérico”, disse. “É evidente que sem o aporte significativo de recursos federais a intervenção federal não conseguirá atingir minimamente os seus objetivos”, disse.

Deputada Laura Carneiro diz que intervenção 'consiste em medida excepcional'

Deputada Laura Carneiro diz que intervenção ‘consiste em medida excepcional’

Posições

Na discussão sobre o decreto, o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) criticou parlamentares contrários à intervenção e defendeu que a Câmara cumpra o “dever constitucional” de aprovar o decreto.

“Precisamos urgente no Rio de Janeiro de que a Constituição seja cumprida. Intervenção federal já”, afirmou.

Contrária à intervenção, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) questionou a motivação da edição do decreto. Para ela, o governo Michel Temer usou a medida para desviar o foco da reforma da Previdência e com o objetivo de ganhar popularidade.

“Essa intervenção é uma cartada política de grande risco para o povo e para esse país”, disse. “Ele (Temer) tenta mudar a pauta desse país, se utiliza do desespero, da fragilidade das pessoas do Rio de Janeiro, colocando a pauta na segurança pública”, enfatizou.

'Infelizmente esta intervenção torna-se urgente e necessária', diz Rodrigo Maia

‘Infelizmente esta intervenção torna-se urgente e necessária’, diz Rodrigo Maia

Guerra contra o crime

Durante a sessão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), leu um discurso em defesa da aprovação do decreto. Para ele, a medida não pode ser vista como intervenção militar, já que está amparada na Constituição.

“Estamos numa guerra contra o crime. Nossa arma é a Constituição”, afirmou o deputado. “Infelizmente, essa intervenção torna-se urgente e necessária”, ressaltou.

Antes da sessão, Maia afirmou que a Casa vai instalar um observatório para fiscalizar ações do governo e acompanhar indicadores de violência e educação.

Secretaria de Segurança e Forças Armadas fazem 1ª ação desde anúncio da intervenção no RJ

19 de fevereiro de 2018 at 19:27

Seseg informou que manobra tem respaldo no decreto de GLO assinado no ano passado. Foram montados pontos de bloqueios nas principais vias de acesso ao estado.

 Por G1 Rio

Na 1ª ação após o anúncio de que o Rio de Janeiro está sobintervenção federal na área da segurança, a Secretaria de Segurança anunciou na noite desta segunda-feira (19) uma operação nas divisas do estado e em outras áreas da Região Metropolitana. Além das Forças Armadas, participam da manobra as polícias Civil e Militar, as polícias Rodoviárias Federal e Estadual e a Força Nacional.

Segundo as informações da pasta, a ação está inserida no contexto do decreto presidencial de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública, assinado em 28 de julho do ano passado.

O texto da secretaria explica que “as Forças Armadas estabelecem pontos de bloqueio, controle e fiscalização de vias urbanas nos acessos rodoviários ao Rio, particularmente na BR-101, nas divisas ao norte e ao sul do estado, além de trechos na região de São Gonçalo (comunidades do Salgueiro e Jardim Catarina)”.

Além desses locais, também há militares “na BR-116, nas divisas nordeste e ao sul do Estado, além de trechos da Baixada Fluminense; e na BR-040, nas divisas a oeste do estado. O patrulhamento também foi estabelecido ao longo do Arco Metropolitano.

Participam das operações três mil militares das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica), com apoio de veículos blindados e aeronaves.

A nota detalha que “algumas vias e acessos nas áreas de operações podem ser interditados e setores do espaço aéreo poderão ser controlados, oportunamente, com restrições dinâmicas para aeronaves civis. Não há interferência nas operações dos aeroportos”.

É também informado que as instituições envolvidas nas operações estão “acompanhando e orientando, em tempo integral, os desdobramentos no Comando Militar do Leste, a partir das 17h desta segunda, e no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), a partir das 5 horas desta terça-feira (20)”.

Subsecretário de Sá responde pela Seseg

A partir do pedido de exoneração do ex-secretário Roberto Sá, está respondendo pela pasta o subsecretário dele, Roberto Alzir. Segundo a Seseg informou, Alzir fica no cargo até que o interventor, general Walter Braga Netto, defina novo nome para a secretaria.

Após declarar amor ao Norte, Ronaldinho desembarca em Belém

19 de fevereiro de 2018 at 19:15

Depois de levar vários torcedores das regiões Norte e Nordeste à loucura no último domingo (18), falando do desejo de atuar em um time da região, o meia Ronaldinho Gaúcho desembarcou em Belém, nesta segunda-feira (19).

O “bruxo” veio à capital paraense para participar de um evento promovido por uma marca de energéticos que patrocina Remo e Paysandu.

Apesar de desejar atuar em um clube da região, Ronaldinho já jogou em Belém em duas oportunidades, ambas com a Seleção brasileira. Em 2005, na partida contra a Venezuela e, seis anos depois, jogando diante da Argentina, pelo Superclássico das Américas.

(DOL)

Peixe fêmea da Amazônia se reproduz sem sexo e desafia teoria de extinção da espécie

19 de fevereiro de 2018 at 00:49

Apesar de milhares de anos de reprodução assexuada, o genoma das molinésias da Amazônia é notavelmente estável ​​e a espécie sobreviveu.

 Por BBC
O pequeno peixe da Amazônia se reproduz de forma assexuada e desafia teoria de extinção da espécie (Foto: Reuters)
O pequeno peixe da Amazônia se reproduz de forma assexuada e desafia teoria de extinção da espécie (Foto: Reuters)

A teoria da evolução sugere que as espécies que se reproduzem de forma assexuada tendem a desaparecer rapidamente, uma vez que seu genoma acumula mutações mortais ao longo do tempo.

Mas um estudo sobre um peixe amazônico lançou dúvidas sobre a velocidade desse declínio.

Apesar de milhares de anos de reprodução assexuada, o genoma das molinésias da Amazônia é notavelmente estável ​​e a espécie sobreviveu.

Os detalhes do trabalho foram publicados na revista “Nature Ecology and Evolution”.

Há dois caminhos fundamentais pelos quais espécies se reproduzem – a forma sexuada e a assexuada.

A reprodução sexuada depende de células especiais reprodutivas masculinas e femininas, como os óvulos e os espermatozóides, juntando-se durante o processo de fertilização.

Cada célula sexual contém metade do número de cromossomos das células parentais normais. Depois da fertilização, quando o óvulo e o espermatozóide se fundem, o número normal do cromossomo celular é reintegrado.

A reprodução assexuada é diferente.

Uma vida nasce do celibato

Em vez de criar uma nova geração misturando medidas iguais de DNA das mães e dos pais, a reprodução assexuada dispensa o macho e, em vez disso, cria novos descendentes contendo uma cópia exata do genoma da mãe – uma clonagem materna natural.

Essa é uma maneira incrivelmente eficiente de criar uma nova vida. Ao não desperdiçar material genético na criação de machos, todos os descendentes nascidos a partir da reprodução assexuada podem continuar se reproduzindo.

Mas há um ponto negativo. Como os descendentes são fac-símiles genéticos da mãe, eles apresentam uma variabilidade limitada.

E a variabilidade genética pode proporcionar uma grande vantagem. É justamente o que permite que as populações respondam e superem as mudanças no meio ambiente e outras pressões seletivas, ao permitir a sobrevivência dos mais adaptados.

A reprodução sexuada proporciona um grande espaço para gerar essa variabilidade genética, quando os pedaços de cromossomos individuais se recombinam assim que os óvulos e os espermatozóides se fundem e formam combinações únicas de cromossomos.

Já os organismos que dependem da reprodução assexuada são propensos a perder essas vantagens.

O professor Manfred Schartl, da Universidade de Würzburg, é um dos principais autores do estudo e diz: “As previsões teóricas eram que uma espécie assexuada passaria por decomposição genômica e acumularia muitas mutações ruins e, sendo clonada, não seria possível depender da diversidade genética para reagir a novos parasitas ou outras mudanças no meio ambiente.”

Molinésia da Amazônia pode ser um híbrido surgido após a reprodução entre duas espécies  (Foto: Science Photo Library)

Molinésia da Amazônia pode ser um híbrido surgido após a reprodução entre duas espécies (Foto: Science Photo Library)

“Havia previsões teóricas de que um organismo assexual desapareceria depois de cerca de 20 mil gerações”.

Nos círculos da biologia evolutiva, essa acumulação gradual e fatal de mutações mortais é conhecida como catraca de Muller, em homenagem ao cientista vencedor do prêmio Nobel Hermann Muller, que desenvolveu a teoria.

Mas o último estudo sobre a estabilidade a longo prazo do genoma das molinésias da Amazônia lançou algumas novas descobertas surpreendentes sobre o potencial custo da reprodução assexuada.

Derrubando as probabilidades

Acredita-se que o peixe molinésia da Amazônia seja um híbrido surgido após a reprodução entre duas espécies de peixes aparentados – o molinésia do Atlântico e o molinésia de Sailfin.

É um dos poucos animais vertebrados que se reproduzem de maneira assexuada.

O molinésia fêmea da Amazônia pode se reproduzir apenas ao ser exposto ao esperma de uma espécie relacionada de molinésia, mas o DNA do espermatozoide geralmente não se aproxima dos descendentes.

Para definir o impacto desse estilo de vida celibatário, a equipe de pesquisadores comparou as sequências do genoma de peixes molinésia da Amazônia aos coletados de vários locais, como o México e o Estado do Texas, nos EUA.

Usando as sequências do genoma, a equipe de pesquisadores conseguiu construir uma árvore genealógica.

A árvore mostrou que todos os peixes compartilharam o mesmo antepassado e que o peixe progenitor nadou em águas americanas há cerca de 100 mil anos.

Sobrevivente persistente

A molinésia da Amazônia sobrevive há cerca de meio milhão de gerações – muito além do que a teoria sugeria.

Mas não foi só isso. Quando os cientistas procuraram indícios de decadência genômica a longo prazo, havia muito poucos, como o professor Schartl explicou:

“O que encontramos é que esse peixe preservou seu genoma híbrido e o que sabemos da criação de plantas ou animais é que, quando tentamos fazer algo melhor, criamos um híbrido”.

E ele acha que é esse “vigor híbrido” que sustenta a sobrevivência persistente da molinésia amazônica.

“O que a natureza tem feito é criar desde o início um bom híbrido, que prosperou”.

“É claro que há mutações, mas o que sentimos e que não foi levado em consideração é que a evolução eliminará as mutações deletérias e somente aqueles que se tornam melhores, com boas mutações, prosperarão”.

Ao comentar o trabalho, Laurence Loewe, professor assistente no Instituto para a Descoberta de Wisconsin, da Universidade de Wisconsin-Madison, disse à BBC:

“Normalmente, as espécies sem recombinação regular não são muito duradouras na forma evolutiva. No entanto, a molinésia amazônica parece ter encontrado uma maneira de sobreviver por um tempo surpreendentemente longo sem acumular sinais de decomposição genômica”.

 

 

Falso policial que extorquia comerciantes é preso em Mosqueiro

18 de fevereiro de 2018 at 15:10

Falso policial que extorquia comerciantes é preso em Mosqueiro (Foto: Beto Messias)

O homem se identificou como Antônio José Francisco de Sousa. Já está à disposição da Justiça. (Foto: Beto Messias)

O delegado Benedito Magno, diretor da Seccional Urbana do Mosqueiro, autuou em flagrante um homem por falsificação de documento público e estelionato, depois que ele se passou por policial civil tentando extorquir um comerciante na Ilha.

A Polícia Civil já vinha investigando os passos do falso policial depois que outras pessoas compareceram à delegacia denunciando a ação criminosa do homem, que usava de várias artimanhas para tomar dinheiro das pessoas.

O homem foi apresentado pela Polícia Militar depois de tentar aplicar mais um golpe em Mosqueiro. Segundo o relato da vítima ele apareceu há alguns dias num estabelecimento que cuida de pessoas vítimas de drogas e álcool cobrando R$100 de um interno.

Quem atendeu o acusado foi o dono do local, que concordou em pagar, mas logo avisou que iria primeiro ligar para um amigo policial, para ter certeza que tudo estava dentro da legalidade. A conversa deixou o homem nervoso e de imediato tentou fugir do local em uma motocicleta. Foi perseguido e detido por populares que acionaram a Polícia Militar para fazer a apresentação dele na Seccional Urbana do Mosqueiro.

Segundo o delegado Benedito Magno, o acusado se identificou como Antônio José Francisco de Sousa, o mesmo nome que usava para extorquir as pessoas na ilha do Mosqueiro. O delegado constatou que a carteira policial que ele usava era uma falsificação grosseira. E então o homem acabou sendo autuado em flagrante pelo crime e está à disposição da Justiça.

O delegado pede que novas vítimas do falso policial que o reconhecerem procurem a Seccional Urbana do Mosqueiro para novos procedimentos. “Vamos agora encaminhá-lo a Justiça” disse o delegado Benedito Magno diretor da Seccional do Mosqueiro.

(J.R. Avelar/Diário do Pará)

Avião é obrigado a fazer pouso de emergência por causa de passageiro com gases

18 de fevereiro de 2018 at 15:03

Avião é obrigado a fazer pouso de emergência por causa de passageiro com gases (Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Nos últimos dias, um piloto decidiu fazer um pouso de emergência porque um passageiro estava com gases e se recusou a parar de “soltá-los”. O caso aconteceu durante um voo da Transavia, que ia de Dubai, nos Emirados Árabes, para Amsterdã, na Holanda.

Um passageiro reclamou aos comissários de bordo sobre o comportamento de seu companheiro de poltrona e a tripulação pediu para que o homem parasse com a flatulência. Como ele continuou soltando os gases, os comissários avisaram o piloto, que decidiu pousar em Viena, na Áustria, antes de seguir para o destino.

Oficiais do aeroporto entraram na aeronave com cães e retiraram o homem do local. Segundo o jornal Daily Mirror, um policial disse que, além dos gases, o homem havia começado uma briga com outros passageiros.

Ainda segundo o jornal, a Transavia confirmou o fato e disse que “os comissários são treinados para assegurar um voo seguro a todos os passageiros”.

(Com informações do Estadão)

Seis bairros de Belém ficam sem água neste domingo

18 de fevereiro de 2018 at 12:34

Seis bairros de Belém ficam sem água neste domingo (Foto: Cezar Magalhães/Arquivo)

(Foto: Cezar Magalhães/Arquivo)

Seis bairros de Belém estão sem água neste domingo (18) devido à um rompimento de uma adutora na travessa Serzedelo Corrêa, em Belém. O fornecimento de água precisou ser suspenso para conter o vazamento de água.

Segundo a Cosanpa, o abastecimento foi suspenso no Comércio, Nazaré, Umarizal e partes da Cidade Velha, Reduto e Batista Campos.

Ainda de acordo com a companhia, uma equipe de plantão já está no local fazendo o reparo. Entretanto, ainda não há previsão para a normalização do serviço.

(DOL)

Eleições deste ano terão novas regras, mas ainda há dúvidas

18 de fevereiro de 2018 at 11:37

Eleições deste ano terão novas regras, mas ainda há dúvidas (Foto: Divulgação)

Votação do primeiro turno das eleições será realizada no dia 7 de outubro deste ano. (Foto: Divulgação)

O ano mal começou e o tema das eleições já tomou as manchetes dos noticiários. As dúvidas em relação a quem irá, de fato, se candidatar e qual será o futuro do País têm causado alarde nas redes sociais que, aliás, serão fator preponderante para garantir um bom desempenho dos candidatos, segundo afirmam cientistas políticos que já começam a analisar o cenárioeleitoral de 2018.

Estão em disputa os cargos de presidente da República, governadores de Estado, senadores (dois terços das cadeiras), deputados federais e deputados estaduais (distritais, no caso do DF). As votações acontecerão nos dias 7 de outubro (primeiro turno) e 28 de outubro (onde houver segundo turno).

O ano eleitoral começa com novas regras e dúvidas sobre a votação. Um dos principais questionamentos é sobre a possibilidade de impressão do voto registrado em urna eletrônica. A implantação do voto impresso nas eleições de 2018 foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2016. Pela lei aprovada, em nenhum momento o eleitor terá contato com seu voto impresso, que será depositado em uma urna física para ser utilizado posteriormente em eventual auditoria das eleições. Mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já informou que, por causa do alto custo, somente em torno de 30 mil urnas eletrônicas estarão aptas a emitir o voto impresso nas eleições.

Este ano partidos e candidatos poderão pagar para impulsionar publicações em redes sociais, como o Facebook. Ou seja, poderão pagar para que suas postagens sejam exibidas a mais usuários da rede social. A compra de espaço publicitário na internet, como anúncios em sites, continua proibida. Além disso, o tradicional horário eleitoral gratuito no rádio e na TV está mantido.

HORÁRIO

O horário eleitoral gratuito continuará sendo exibido em 2018. No entanto a chamada cláusula de barreira exige um percentual mínimo de votos para que os partidos tenham acesso ao tempo gratuito de propaganda na TV e rádio. Hoje existem 35 partidos registrados no País.

A cláusula de barreira aumenta gradualmente o percentual de votos exigidos, até as eleições de 2030. Nas deste ano, os partidos precisarão obter pelo menos 1,5% dos votos para a Câmara dos Deputados, em pelo menos nove estados. Quem não atingir a meta perderá o acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV já no ano seguinte. Em 2030, a exigência será de pelo menos 3% dos votos válidos. As siglas que não cumprirem a cláusula de barreira não terão o registro cassado e continuam existindo oficialmente, mas perderão acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda política.

VEJAM COMO FICAM AS NOVAS REGRAS:

CLÁUSULA DE DESEMPENHO

Como era: Não existia
Como será: Cada partido precisará ter ao menos 1,5% dos votos válidos nacionais a deputado federal para ter acesso ao fundo partidário e a tempo gratuito no rádio e na TV.

FINANCIAMENTO

Como era: Empresas ficaram proibidas de doar a candidatos em 2016. Partidos dependeram de doações de pessoas físicas e de verbas do fundo partidário
Como será: Criou-se um fundo público eleitoral de cerca de R$ 2 bilhões para bancar as campanhas. Além disso, pessoas físicas poderão doar até 10% de seus rendimentos do ano anterior

PROPAGANDA NA INTERNET

Como era: Proibida a propaganda paga na internet
Como será: É permitido o chamado “impulsionamento de conteúdo”, que é pagar para que as postagens nas redes sociais alcancem um público maior

ARRECADAÇÃO DE DINHEIRO DE CAMPANHA

Como era: Só permitida após o registro da candidatura na Justiça Eleitoral, em agosto
Como será: Arrecadação prévia pode começar em 15 de maio, na modalidade de financiamento coletivo. Recursos, porém, só serão liberados após registro da candidatura

TETO DE GASTOS

Como era: Em 2014, campanhas definiram seu teto
Como será: Para presidente: R$ 70 milhões. Governador: até R$ 21 milhões. Senador: até R$ 5,6 milhões. Deputado federal: R$ 2,5 milhões. Deputado estadual: R$ 1 milhão

VOTO IMPRESSO

Como era: Não havia. O voto ficava registrado somente na urna eletrônica
Como será: Por decisão do Congresso, haverá impressão do voto, mas apenas em algumas urnas, pois o TSE afirma não ter recursos para implantar a medida em todas as zonas eleitorais

DEBATES ELEITORAIS NA TV

Como era: Emissoras são obrigadas a convidar candidatos de partidos com mais de 9 deputados.
Como será: Emissoras são obrigadas a convidar candidatos de partidos com no mínimo 5 parlamentares (deputados e senadores).

O QUE FALTA SER ESCLARECIDO

AUTOFINANCIAMENTO

Antes da reforma, não havia limite. Tribunal Superior Eleitoral terá de definir quanto os candidatos podem bancar do próprio bolso, o que não está claro na legislação atual

FINANCIAMENTO DE CAMPANHA DE MULHERES Fundo partidário reservava recursos às campanhas de mulheres. Com a criação do fundo eleitoral específico para financiar campanhas, falta definir se a reserva será mantida

CLÁUSULA DE DESEMPENHO

Grupos questionam no STF e no TSE a validade e a data de início da regra, se na eleição de 2018 ou 2022

FUNDO PÚBLICO ELEITORAL

Em ação protocolada no Supremo, o PSL defende que fundo para financiar campanha é inconstitucional e deveria ser suspenso

CALENDÁRIO

7 de abril: último dia para governadores, presidente da República e prefeito deixarem o mandato, caso queiram disputar a eleição para outro cargo
10 de abril: dia a partir do qual fica vedado aumento salarial para servidores públicos. O aumento é proibido até a posse dos eleitos, a não ser que seja um reajuste para recompor perda de poder aquisitivo no ano
9 de maio: último dias para o eleitor regularizar o título e fazer atualizações no cadastro
18 de junho: data em que a Justiça Eleitoral vai divulgar o valor do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. O fundo é uma novidade instituída pela minirreforma eleitoral
7 de julho: fica proibida a contratação ou demissão sem justa causa de servidor público
20 julho a 5 de agosto: período para convenções partidárias escolherem as coligações e candidatos
15 de agosto: último dia para os partidos registrarem no TSE os candidatos
16 de agosto: início da propaganda eleitoral
2 de outubro: data a partir da qual, até o dia da eleição, nenhum eleitor pode ser preso, salvo em flagrante
7 de outubro: dia do 1º turno
12 de outubro: início da propaganda eleitoral do 2º turno
28 de outubro: dia da votação do 2º turno.

(Luiza Melo/Diário do Pará)