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Pará é o 2° Estado com maior número de policiais assassinados

18 de fevereiro de 2018 at 11:29

Pará é o 2° Estado com maior número de policiais assassinados (Foto: Celso Rodrigues/Diário do Pará)

PMs, no Pará, saem para trabalhar e não sabem se voltam vivos. O sentimento de medo atinge a maioria esmagadora dos militares. (Foto: Celso Rodrigues/Diário do Pará)

O Pará é o segundo estado onde mais policiais militares são assassinados do Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro. Apenas nos primeiros 45 dias de 2018, foram nove policiais militares assassinados. O número já equivale a quase 25 vezes mais do que o estado de Guerrero, no México, um dos locais considerados mais violentos do mundo, contabilizou em todo o ano de 2016. Lá, onde fica a cidade de Acapulco, apenas dois policiais militares foram assassinados no ano inteiro.

A Polícia Civil do Pará ficou responsável pelos inquéritos de todos os crimes, sendo que dois casos tiveram conclusão. O assassinato mais recente aconteceu na quarta-feira (14), quando o sargento PM Antônio Daves Martins, 49, foi baleado em uma loja de autopeças. Apenas quatro dias antes, o soldado Washington Luiz do Rosário foi morto a tiros depois de uma tentativa de assalto no bairro da Pedreira.

As entidades que defendem os direitos dos policiais militares estão preocupadas com o crescimento da violência contra a categoria e procuram uma resposta do Governo do Estado. O sargento Francisco Xavier, da Associação Nacional dos Militares do Brasil (ANMB), revela estar indignado com o quadro.

“Já faz muito tempo que estamos cobrando da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Civil (Segup) e não temos nenhuma resposta. Para eles, é como se nada estivesse acontecendo”, afirmou. Segundo Xavier, as entidades têm promovido reuniões emergenciais com frequência para tentar apontar novos caminhos e pensar em soluções para tentar contornar os altos índices de atentados a militares. “Estamos revoltados com isso e queremos a saída do secretário [Jeannot Jansen]”, declara.

O cabo Lima, diretor da Associação dos Cabos e Soldados da PM e BM do Pará, informa que as entidades estão dedicando atenção a chegar às conclusões dos casos, identificando e punindo os autores dos crimes. “Nós estamos acompanhando as investigações e esperando uma resposta da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Civil (Segup) e do Governo do Estado para agendar uma reunião”, diz.

CONFIRA OS CRIMES E COMO ESTÃO AS INVESTIGAÇÕES

14/02 – O sargento PM Antônio Daves Martins, 49 anos, estava em uma loja de autopeças quando sujeitos se aproximaram de carro e o alvejaram.
Onde? Travessa WE-75, na Cidade Nova 6, em Ananindeua, região metropolitana de Belém.
Como? Uma versão seria a de que o militar reagiu a um assalto na loja. Outra hipótese é a de que os criminosos já tinham ido com a intenção de matar o sargento.
Investigações: O crime ainda não tem autoria definida e é alvo de inquérito na Polícia Civil.

10/02 – O soldado Washington Luiz do Rosário foi morto a tiros depois de uma tentativa de assalto no bairro da Pedreira.
Onde? O crime aconteceu na avenida Antônio Everdosa com a travessa Humaitá, em frente à casa da vítima.
Como? Ele estava junto à filha quando dois homens chegaram em um carro, aproximaram-se e anunciaram um assalto. O soldado reagiu e foi alvejado com vários tiros.
Investigações: A Polícia Civil já trabalha com um suspeito do crime. Caso ainda em apuração.

09/02 – O cabo Marcelo Costa de Carvalho, 32 anos, foi morto a tiros depois de uma tentativa de assalto.
Onde? Rua Santa Fé, próximo a Independência, bairro do Icuí, em Ananindeua, região metropolitana de Belém.
Como? O militar levava a filha de motocicleta para a escola de língua inglesa quando foi abordado por um homem em uma moto vermelha. O sujeito teria anunciado um assalto e depois efetuou dois disparos contra o cabo.
Investigações: O autor do crime já está identificado, tem mandado de prisão e permanece foragido. Trata-se de Yuri Anderson Pantoja Monteiro que foi reconhecido. Ele já tinha mandado de prisão por outro crime e teve um novo mandado de prisão solicitado pela autoria da morte do cabo Marcelo. Caso ainda em apuração.

30/01 – A cabo Rosalva Maria Corrêa de Holanda, 49 anos, foi assassinada a tiros no quintal da própria casa e ainda por dois vizinhos.
Onde? Rua Raimundo Nonato, periferia de Ananindeua, região metropolitana de Belém.
Como? Dois homens se aproximaram em uma motocicleta e o que estava na garupa desceu e efetuou pelo menos quatro disparos de arma de fogo.
Investigações: Dois envolvidos no crime foram mortos em confronto com policiais militares logo após o crime. Caso ainda não foi finalizado, pois ainda se apura se há mais gente envolvida no crime.

20/01 – O sargento Eliseu Pojo Rodrigues, 45 anos, do 29º Batalhão de Policiamento Militar, foi assassinado a tiros.
Onde? Rua 13 de maio, no bairro do Curuçambá, em Ananindeua, região metropolitana de Belém.
Como? A principal suspeita é a de que ele teria reagido a um assalto, quando largava o serviço. Uma pessoa teria disparado contra o sargento quando ele estava dentro do próprio carro.
Investigações: O crime ainda não tem autoria definida e é alvo de inquérito na Polícia Civil.

19/01 – O cabo Wagner Santa Rosa, 33 anos, do Comando de Operações Especiais (COE), foi morto durante um treinamento da polícia militar.
Onde? Instituto de Ensino de Segurança Pública do Estado (Iesp), em Marituba, região metropolitana de Belém.
Como? Recebeu tiros na cabeça durante um treinamento sobre como agir numa ocorrência de “Assalto Tático” (assalto com refém). O cabo chegou a ser socorrido, mas não resistiu ao ferimento.
Investigações: O militar que disparou o tiro está preso e a Corregedoria da PM apura o fato.

17/01 – O sargento João Francisco de Oliveira Lameira, 47 anos, foi assassinado em Castanhal, durante uma abordagem policial.
Onde? Ramal do KM 96, que dá acesso ao município de Igarapé-Açu
Como? O sargento e mais um colega de farda resolveram abordar um carro durante ronda e os suspeitos dispararam contra o sargento que foi atingido no pescoço, ombro e perna e chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Investigações: A PM realizou, logo após o crime, uma operação que resultou em duas mulheres presas e em outros quatro suspeitos do crime mortos em confronto com os PMs. Dois carros roubados usados pela quadrilha foram recuperados. Um simulacro de arma de fogo foi apreendido e a pistola .40 roubada do sargento foi recuperada. Caso finalizado.

10/01 – O cabo Richard Farias de Souza, lotado no Batalhão de Polícia Penitenciária (BPoP), foi morto ao reagir um assalto dentro de uma van.
Onde? Na altura do KM 19 da Rodovia BR-316.
Como? A van seguia viagem para o município de Castanhal e ao passar na barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no km 19, dois homens anunciaram o assalto e quando o cabo, que estava à paisana, reagiu, foi acertado com tiro na cabeça.
Investigações: A Delegacia de Benevides finalizou o caso com a prisão em flagrante de um dos envolvidos e a morte do outro envolvido. Esse que morreu foi baleado durante o assalto na van em que estava o policial militar Richard Farias. Não se sabe quem atirou no suspeito que ainda chegou a ser socorrido, mas morreu no dia seguinte, no Hospital de Urgência e Emergência de Marituba. Caso finalizado.

06/01 – O sargento Wladimir Odylo Giliberti de Matos, 48 anos, foi morto em frente à própria casa.
Onde? Na Rua dos Mundurucus, bairro do Guamá.
Como? Ele estava visitando uma obra próximo de sua residência quando três homens chegaram em um carro e um deles o alvejou com tiros no tórax e nas costas.
Investigações: O crime ainda não tem autoria definida e é alvo de inquérito na Polícia Civil. (Com informações da Polícia Civil)

(Alice Martins Morais/Diário do Pará)

Acidente com avião no Irã deixa 66 mortos

18 de fevereiro de 2018 at 09:34

Agência EFE*

O serviço de emergências do Irã informou hoje (18) que houve um acidente de avião na região de Samiron, na província de Isafahan. Segundo o órgão, a aeronave se chocou com uma montanha no local. O acidente teria sido motivado por dificuldades causadas por más condições climáticas, como nevoeiros e ventos.

Segundo a companhia aérea iraniana Aseman, nenhuma das 66 pessoas a bordo da aeronave sobreviveu. No total, eram 60 passageiros, dois pilotos, dois comissários de bordo e duas pessoas de equipe de segurança.

O porta-voz do serviço de emergências iraniano, Moytaba Khaledi, informou à agência de notícias Isna que o avião, um ATR com 20 anos de uso, saiu da capital Teerã com destino à cidade de Yasuy, no sudoeste do país. Cerca de 20 minutos depois de levantar voo, a aeronave desapareceu do radar.

Khaledi afirmou que foram enviado helicópteros ao local do acidente, por se tratar de uma região montanhosa e de difícil acesso para ambulâncias.

* É proibida a reprodução total ou parcial desse material. Direitos Reservados

Edição: Amanda Cieglinski

‘Rancho não posso me amofiná’ é a vencedora do Carnaval de Belém 2018

18 de fevereiro de 2018 at 09:29

'Rancho não posso me amofiná' é a vencedora do Carnaval de Belém 2018 (Foto: Fernando Sette/Comus)

(Foto: Fernando Sette/Comus)

A escola de samba “Rancho não posso me amofiná” foi a grande vencedora do carnaval 2018, promovido pela Liga das Escolas de Samba de Belém e pela Prefeitura de Belém. O “Rancho” venceu a escola Bole Bole por apenas um décimo de diferença.

O Rancho desfilou neste ano com o tema “Seis cores por um mundo melhor, celebração do orgulho de ser diferente e não desigual” e venceu o concurso ao conquistar 198.1 pontos. O segundo lugar ficou com a “Bole-Bole”, que apresentou o enredo “Bole-Bole Pinta Sete Cores”, e levou 198 pontos.

Quem ficou com o terceiro lugar – com 197.2 pontos – foi a escola de samba “Quem São Eles”, que mostrou ao público a história da estrada de ferro Belém-Bragança. O quarto lugar ficou com os “Piratas da Batucada”, com 197 pontos.

A escola “Xodó da Nega” levou o quinto lugar (194.7 pontos), e a “Matinha” ficou com a sexta colocação (194.3). Por fim, a escola “Deixa Falar” terminou com o sétimo lugar (193.9 pontos) e “A Grande Família” em último, com 191.5 pontos.

As informações são da Prefeitura de Belém.

Mudança no local do desfile desagradrou

Neste ano, o desfile das escolas de samba saiu da Aldeia Amazônica, na avenida Pedro Miranda, e passou para a avenida Marechal Hermes, com concentração em frente à Companhia Docas do Pará (CDP) e dispersão no Ver-o-Rio, no bairro do Umarizal. A mudança gerou caos, atraso nos desfiles e desagradou muita gente,

No dia 3 de fevereiro, por exemplo, segundo dia do evento, o desfile começou atrasado e com poucas pessoas na arquibancada, após as fortes chuvas que caíram naquele dia sobre Belém.

Xaxá, cantor e compositor da Mocidade do Bengui, reclamou. “Achei que fazer esse desfile aqui foi uma decisão unilateral e desastrada, não tem condições. Fizeram arquibancadas no meio das árvores. Fazer o carnaval aqui é uma regressão, mas ou a gente aceitava ou não tinha carnaval”.

Em uma enquete feita com os internautas do DOL, 76% dos votantes não gostaram da mudança no corredor da folia.

DOL.

Maia acredita ser possível votar Previdência, mas vai consultar o Supremo

18 de fevereiro de 2018 at 09:21

Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse neste sábado (17) que entende ser possível discutir e votar a reforma da Previdência, mesmo com a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Porém, ressaltou que não seria possível promulgar a matéria, através de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), pois a Constituição veda mudanças em seu texto se houver algum estado sob intervenção federal. Ele informou que vai discutir a matéria com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante café da manhã com jornalistas. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)
 O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, participou da reunião, no Palácio Guanabara, entre o presidente Michel Temer, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando PezãoMarcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Maia participou da reunião, no Palácio Guanabara, entre o presidente Michel Temer, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e o general Walter Braga Netto, nomeado interventor federal na segurança pública fluminense. Também estiveram presentes os ministros Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência, e Henrique Meirelles, da Fazenda, e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella. Ao fim do encontro, Maia falou com a imprensa e explicou o seu ponto de vista.

“Eu vou continuar o debate da Previdência, com votação ou sem votação. Tem duas teses. Uma que você pode inclusive votar uma emenda constitucional, só não pode promulgá-la. Pois não pode emendar a Constituição. Têm ministros do Supremo que falaram que nem isso pode. Essa interpretação a gente vai ter que decidir”, disse o presidente da Câmara.

Maia ressaltou que, em sua avaliação, em tese, a matéria pode ser discutida e votada, mas não pode ser promulgada, enquanto durar a intervenção.

“A minha interpretação é que, lendo literalmente, não pode promulgar uma PEC. Você pode até votar a PEC, se for necessário. Eu acho que a decisão final vai ser que não pode votar. A minha leitura da Constituição, sem ser advogado, é que a única questão que não pode ser feita é promulgar. Mas eu acho que o ambiente majoritário do Congresso e do Judiciário vai ser que não pode votar. Eu só vou tratar de qualquer emenda constitucional depois que eu discutir com o Supremo”, disse.

Outra hipótese é a de ser editado um decreto suspendendo a intervenção por um determinado período, para que se possa aprovar a PEC da Previdência, mas o presidente da Câmara disse não ter opinião formada sobre isso. “Todas essas questões são muito novas, são polêmicas. Eu não vou responder o que eu tenho dúvida”.

Maia também ressaltou que o suporte financeiro da intervenção na segurança no Rio passa a ser responsabilidade do governo federal. “Tem um decreto de intervenção. Do meu ponto de vista, tudo aquilo que estiver fora das condições do estado, para dar condições e efetividade à ação da polícia, quem vai suprir é o orçamento federal. Se não, a GLO [Garantia da Lei e da Ordem] ampliada resolve o problema. O governo não tomou a decisão da intervenção, que nós apoiamos? Decreto de intervenção significa que você assumiu a gestão da segurança”, afirmou o presidente da Câmara.

Edição: Aécio Amado

Homem incendeia carro ao saber que mulher teve filho com o vizinho

18 de fevereiro de 2018 at 08:45

Homem incendeia carro ao saber que mulher teve filho com o vizinho (Foto: Reprodução)

Homem traído jogou “coquetel molotov” em carro em Santos (Foto: Reprodução)

O jornal Diário do Litoral, da região de Santos em Sâo Paulo,  publicou em seu site que um homem ateou fogo no automóvel do amante da esposa após descobrir que não é o pai biológico de uma menina de 3 anos.

O carro foi destruído pelo incêndio, mesmo com intervenção rápida do Corpo de Bombeiros. O caso ocorreu em na última quarta-feira (14), em Santos, no litoral de São Paulo.

De acordo com o jornal, a traição teria sido descoberta durante o Carnaval deste ano. Após uma conversa, a mulher revelou ao marido que a filha, na verdade, era fruto de um relacionamento com um vizinho.

O Diário do Litoral informa que, inconformado com a descoberta, o homem traído jogou um “coquetel molotov” no carro do pai biológico da menina e depois fugiu.

A Polícia Militar (PM) também foi chamada e encaminhou amante e mulher à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos para procedimentos legais.

Temer diz que vai suspender intervenção no RJ durante votação da reforma da Previdência

16 de fevereiro de 2018 at 18:45

Quando a reforma for aprovada, a intervenção será revogada e substituída por um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Durante a intervenção, a Constituição não pode ser alterada.

Por Bernardo Caram e Guilherme Mazui, G1, Brasília

   Temer diz que vai suspender intervenção no RJ durante votação da reforma da Previdência

Temer diz que vai suspender intervenção no RJ durante votação da reforma da Previdência

presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira (16) que vai cessar a intervenção federal no Rio de Janeiro no período em que for votada a reforma da Previdência.

“Ajustamos ontem [quinta, 15] à noite, com participação muito expressiva do presidente Rodrigo Maia e do presidente Eunício Oliveira a continuidade da tramitação da reforma da Previdência, que é uma medida também extremamente importante para o futuro do país. Quando ela estiver para ser votada, segundo avaliação das casas legislativas, eu farei cessar a intervenção. No instante que se verifique, segundo critérios das casas legislativas, que há condições para votação, reitero, farei cessar a intervenção”, disse.

Durante a intervenção, a Constituição Federal não pode ser alterada e a reforma da Previdência em andamento na Câmara é uma proposta de emenda à Constituição (PEC). A reforma só será aprovada na Câmara se tiver o apoio de ao menos 308 deputados em dois turnos de votação.

Temer assinou nesta sexta-feira (16) o decreto de intervenção federal na segurança pública no estado do Rio de Janeiro. A medida prevê que as Forças Armadas assumam a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar no estado do Rio até o dia 31 de dezembro de 2018. A decisão ainda terá que passar pelo Congresso Nacional.

O presidente Michel Temer ao lado do governador Fernando Pezão e outras autoridades durante assinatura de decreto para intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro (Foto: Beto Barata/PR)O presidente Michel Temer ao lado do governador Fernando Pezão e outras autoridades durante assinatura de decreto para intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro (Foto: Beto Barata/PR)

O presidente Michel Temer ao lado do governador Fernando Pezão e outras autoridades durante assinatura de decreto para intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro (Foto: Beto Barata/PR)

Votação da reforma

Após a assinatura do decreto, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, explicou como funcionaria a proposta de Temer de cessar a intervenção para votar a reforma da Previdência. Em caso de aprovação, será enviado ao Congresso um novo decreto de intervenção.

Conforme o ministro, com a intervenção em curso, continuam as articulações na Câmara em busca dos necessários para aprovar a proposta.

No momento em que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e os líderes aliados ao governo informarem que há condições de aprovar a reforma, a intervenção será revogada e será editado um novo decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), com prerrogativas ampliadas para as Forças Armadas.

“O presidente vai revogar o decreto, em seguida ele vai decretar um GLO ampliada. Vai se colocar uma GLO ampliada, aonde nós teremos não apenas a parceria, mas nós ficaremos com a gestão da segurança”, explicou Jungmann.

Segundo o ministro, a GLO em curso no Rio não prevê que as Forças Armadas fiquem no comando da segurança. O modelo ampliado daria esse comando, porém sem a prerrogativa de promover mudanças na estrutura de segurança, prevista na intervenção.

Se a reforma da Previdência for aprovada, conforme Jungmann, será enviado ao Congresso um novo decreto de intervenção federal na segurança do Rio, que também precisará ser aprovado pelos parlamentares.

Na manhã desta sexta-feira (16), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que “fica difícil” votar a reforma da Previdência na semana que vem, como estava inicialmente previsto, se o decreto de intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro estiver na pauta do Congresso.

“Minha opinião é que o decreto, se publicado hoje [sexta-feira], será votado na Câmara na segunda e terça, e no Senado terça e quarta-feira. Se está na pauta a votação de um decreto que veda a tramitação constitucional, você está dizendo que na próxima semana fica difícil votar qualquer emenda constitucional, inclusive a da Previdência”, disse.

Maia afirmou que também é “difícil” adiar o início da discussão da reforma da Previdência para março. Ele reiterou que a última semana de fevereiro é o momento para se tentar votar a proposta.

“Essa é uma pauta de fevereiro, eu tenho trabalhado que seja possível [votar neste mês]”, afirmou. “Acho difícil [jogar para março]. Acho que a última semana de fevereiro é o limite para constituir votos para votar a Previdência”, frisou.

Nesta quinta-feira (15), o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que a discussão da proposta de reforma da Previdência será iniciada na terça-feira (20), no plenário da Câmara, mesmo se o governo não tiver votos suficientes para a aprovação.

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Íntegra do decreto de intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro

16 de fevereiro de 2018 at 15:35

Decreto foi assinado nesta sexta-feira (16) pelo presidente Michel Temer no Palácio do Planalto, em Brasília.

creta intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro com o objetivo de pôr termo ao grave comprometimento da ordem pública.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso X, da Constituição,

DECRETA:

Art. 1º Fica decretada intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro até 31 de dezembro de 2018.

§ 1º A intervenção de que trata o caput se limita à área de segurança pública, conforme o disposto no Capítulo III do Título V da Constituição e no Título V da Constituição do Estado do Rio de Janeiro.

§ 2º O objetivo da intervenção é pôr termo a grave comprometimento da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro.

Art. 2º Fica nomeado para o cargo de Interventor o General de Exército Walter Souza Braga Netto.

Parágrafo único. O cargo de Interventor é de natureza militar.

Art. 3º As atribuições do Interventor são aquelas previstas no art. 145 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro necessárias às ações de segurança pública, previstas no Título V da Constituição do Estado do Rio de Janeiro.

§ 1º O Interventor fica subordinado ao Presidente da República e não está sujeito às normas estaduais que conflitarem com as medidas necessárias à execução da intervenção.

§ 2º O Interventor poderá requisitar, se necessário, os recursos financeiros, tecnológicos, estruturais e humanos do Estado do Rio de Janeiro afetos ao objeto e necessários à consecução do objetivo da intervenção.

§ 3º O Interventor poderá requisitar a quaisquer órgãos, civis e militares, da administração pública federal, os meios necessários para consecução do objetivo da intervenção.

§ 4º As atribuições previstas no art. 145 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que não tiverem relação direta ou indireta com a segurança pública permanecerão sob a titularidade do Governador do Estado do Rio de Janeiro.

§ 5º O Interventor, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, exercerá o controle operacional de todos os órgãos estaduais de segurança pública previstos no art. 144 da Constituição e no Título V da Constituição do Estado do Rio de Janeiro.

Art. 4º Poderão ser requisitados, durante o período da intervenção, os bens, serviços e servidores afetos às áreas da Secretaria de Estado de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, para emprego nas ações de segurança pública determinadas pelo Interventor.

Art. 5º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, de de 2018; 197º da Independência e 130º da República.

Políticos da base e oposição comentam intervenção na segurança pública no Rio; veja repercussão

16 de fevereiro de 2018 at 15:24

Michel Temer assinou nesta sexta-feira (16), no Palácio do Planalto, decreto de intervenção na segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.

 Por Guilherme Mazui, G1, Brasília

A decisão do governo federal de intervir na segurança pública no Rio de Janeiro está repercutindo entre políticos da oposição e da base do governo.

Parlamentares reconhecem que a situação do Rio de Janeiro é “dramática” e “grave”. Governistas entendem que a medida é necessária e apoiam a decisão do governo federal.

O presidente Michel Temer assinou nesta sexta-feira (16), no Palácio do Planalto, decreto de intervenção na segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.

Veja o que aliados e oposicionistas disseram sobre a intervenção:

Alessandro Molon (REDE-RJ), deputado:

“A situação no Rio de Janeiro é dramática, e uma decisão dessa gravidade, se optar por uma intervenção federal, a primeira vez desde a redemocratização, mostra a falência do governo do Estado em lidar com o problema da criminalidade e da violência. Os termos da intervenção federal ainda não foram tornados públicos. É preciso avaliá-los com cuidado e responsabilidade porque por suas consequências uma decisão desse tipo traz uma série de preocupações.”

Felipe Bornier (Pros-RJ), deputado:

“Infelizmente, acordamos com mais um capítulo sobre a triste situação da Segurança Pública do Rio de Janeiro. A população já não aguenta mais tanta violência e para amenizar os efeitos dessa crise precisamos sim de medidas drásticas, como a intervenção do Governo Federal, anunciada nesta madrugada. A presença ostensiva do exército pode ajudar nessa situação. Mas, esse não é o caminho ideal. Falta planejamento, gestão e políticas públicas eficientes para o nosso sistema de segurança. Precisamos agir forte, resolver o problema de baixo pra cima. A crise da segurança do Rio de Janeiro não é novidade. É preciso investir em sistemas de monitoramento, em tecnologia e inovação, mas principalmente, valorizar as carreiras policiais, especialmente a militar. Envolver toda a sociedade, incentivar a população a denunciar qualquer atividade ilícita. Atuar em conjunto com os setores de inteligência, não é resolver casos pontuais, precisamos ir na fonte do problema. Só assim, conseguiremos resolver essa grave crise que tira vidas e os sonhos do nosso povo.”

Miro Teixeira (Rede-RJ), deputado:

“É necessário que algo seja feito e a Constituição tem essa previsão. É preciso resolver com urgência a insegurança no Rio de Janeiro, devo votar a favor do decreto. As Forças Armadas já atuam no estado e o resultado ainda não foi esperado. Observo com certa desconfiança a intervenção, porque a medida pode ser uma cortina de fumaça na derrota da reforma da Previdência. A medida também tenta desviar a atenção da recente crise gerada na Polícia Federal”.

Otávio Leite (PSDB – RJ), deputado:

“Essa intervenção é bem vinda como uma ferramenta para enfrentar as consequências da ausência de segurança. A presença de um comando superior externo, por um lado, vai ajudar a organizar as corporações policiais e vai gerar uma percepção positiva na sociedade pois será um fato que comprova um movimento novo no combate ao problema. É preciso atacar as causas, de maneira mais estruturada, da violência, do tráfico de armas e drogas, além da necessidade de frear a cooptação de jovens e adolescentes que por conta da chamada desestruturação familiar hoje são presas fáceis do crime organizado”.

Pedro Paulo (PMDB-RJ), deputado:

“Foi uma surpresa para nós e a intervenção está nascendo atrapalhada do ponto de vista do planejamento. Desconheço na história uma intervenção que tenha provocado mudanças estruturantes, em geral, são ganhos temporários que não enfrentam problemas mais profundos. A situação no Rio de Janeiro é preocupante e espero que a intervenção consiga atacar o descontrole da segurança”.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder do partido no Senado:

“O decreto de intervenção federal no Rio, no fundo, é uma manobra diversionista do governo Temer pra desviar o foco do fracasso na votação da reforma da Previdência. Temer tenta criar uma agenda positiva, para definir se concorre à reeleição, mesmo sendo o líder mais rejeitado de todo o mundo. Mais que um decreto ou um ministério de Segurança e o alarde habitual, o governo mostrou-se sistematicamente inepto em seus resultados na segurança pública. O que o povo brasileiro quer ver são os resultados concretos no combate à violência. Chega a ser irônico que o Presidente chame o crime organizado de “metástase”, quando ele próprio foi denunciado por integrar uma organização criminosa. Votarei favoravelmente ao decreto, em decorrência da situação de calamidade no RJ. Mas é importante que o Congresso acompanhe de perto a evolução dessa intervenção, para que não se torne pretexto para suprimir o regime democrático e encetar uma ruptura autoritária.”

Ronaldo Caiado (DEM-GO), líder do partido no Senado:

“Concordo com essa ação, tanto é que já solicitei há algum tempo a presença das Força Armadas e a Força Nacional na região do Entorno de Brasília onde a situação se assemelha ao Rio de Janeiro. É preciso agora uma ação para que os criminosos sejam presos e não se refugiem em outros estados.”

Soraya Santos (PMDB-RJ), deputada:

“A medida é adequada e mais do que necessária, tem todo o meu apoio e trabalharei para que seja aprovada o quanto antes. A violência impede o direito de ir e vir no Rio de Janeiro, quem é pai e mãe reconhece o drama que estou falando. Vem se tentando adotar medidas, com a presença das Forças Armadas no estado, que ainda não deram resultado. Espero que esse novo formato, de intervenção, funcione”.

Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), deputado:

“A decisão parece necessária, a situação é grave. Vejo a situação com cautela. Espero que essa decisão não seja pela falta de votos para aprovar a reforma da Previdência, até porque já existe uma ação integrada no Rio entre o Estado e as Forças Armadas, com poucos resultados”.

CBF atende pedido do Paysandu e partida contra Interporto-TO muda de local

16 de fevereiro de 2018 at 15:11

CBF atende pedido do Paysandu e partida contra Interporto-TO muda de local (Foto: Fernando Torres/Paysandu)

torcida bicolor deverá comparecer no duelo de volta da 1ª fase da Copa Verde (Foto: Fernando Torres/Paysandu)

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) atendeu ao pedido do Paysandu e alterou o local da partida de volta contra o Interporto-TO, pela 1ª fase da Copa Verde.

O jogo que seria realizado no estádio Mangueirão foi transferido para o estádio da Curuzu, mantendo a data e o horário, no dia 21 de fevereiro, às 19h30.

(Foto: CBF)

A partida poderá marcar a estreia do atacante Walter no Paysandu e também será o primeiro duelo do técnico Dado Cavalcanti, diante do torcedor.

(DOL)

 

Governo federal decide intervir na segurança do Rio de Janeiro

16 de fevereiro de 2018 at 07:52

Governo federal decide intervir na segurança do Rio de Janeiro (Foto: )

O governo federal decidiu decretar intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro e nomeará um general do Exército como interventor, com responsabilidade sobre a polícia, os bombeiros e o setor de inteligência do Estado, segundo reportagens publicadas nesta sexta-feira.

De acordo com jornais e portais de notícias, enquanto vigorar a intervenção não pode haver alterações na Constituição, o que teria implicação direta na votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma da Previdência, prevista para este mês na Câmara dos Deputados.

O presidente Michel Temer decidiu pela intervenção em reunião que invadiu a madrugada desta sexta-feira com a presença de ministros e parlamentares, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, no mesmo encontro em que bateu o martelo sobre a criação do Ministério da Segurança Pública.

Fontes palacianas disseram à Reuters, na quinta-feira, que o governo definiu a criação de um novo ministério para cuidar da área de segurança pública que pode ser extraordinário, ou seja, temporário, montado para funcionar enquanto o governo avaliar que existe a necessidade de sua existência.

(FolhaPress)